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Reunião do Conselho Deliberativo (10/12/2013)
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MensagemEnviado: 11 Dez 2013, 00:09 
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Relato por Fernando Lôpo
Com observações por Thiago Pinheiro

Por volta das 19h, antes do início da Reunião do Conselho Deliberativo, distribuímos panfletos do Botafogo Sem Medo defendendo a abertura do clube (reproduzido ao final desta postagem) pelas cadeiras do Conselho Deliberativo. Após conversa com o presidente do Conselho Deliberativo, José Luiz Rolim, e o vice administrativo, Daniel Pereira, decidimos pela panfletagem à porta do salão nobre, entregando e conversando com os conselheiros conforme estes chegavam.

19:50 - Abertura da reunião






Ordem do dia

A) Apreciação da ata da Sessão Ordinária de 17/09/2013.
B) Homenagem aos campeões do remo.
C) Entrega de benemerência a Manoel Renha.
D) Votação do orçamento 2014.
E) Fixação pelo Conselho Fiscal do valor limite de antecipação de receita.
F) Assuntos gerais.





Antes da homenagem ao Remo, será feita homenagem ao "patrono dos atletas do clube", Nilton Santos.

19:53 - Rolim homenageia grandes Botafoguenses falecidos: Antonio Clemente, Maurício Assumpção pai, Nilton Santos e o benemérito Maurício Marcelo. Um minuto de silêncio.



19:55 - Início da ordem do dia. Item A: Ata de 17/09/2013 aprovada por unanimidade.

19:56 - Homenagem a Nilton Santos. Rolim lembra que Nilton Santos é estatutariamente patrono dos atletas do Botafogo. Destaca que Nilton foi bastante homenageado em vida.

20:05 - Há aproximadamente 65 pessoas no salão nobre de General Severiano. Maurício Assumpção não é uma delas.

20:06 - Item B: homenagem aos campeões do Remo.

20:22 - Item C: entrega de benemerência a Manoel Renha.

20:25 - Item D: Orçamento 2014

Marcelo Murad: "Orçamento foi encaminhado a todos os conselheiros para que pudessem participar. Houve mudanças, dentre outras por causa do Proforte, a renegociação das dívidas dos clubes com o governo federal."

Marcelo Murad é diretor financeiro e de remo
Rolim: elogia Maurício Assumpção por representar o Botafogo na questão do Proforte.

Marcelo Murad: fala sobre as alterações decorrentes dessa questão do "fair play" financeiros e comenta outros detalhes. Os ajustes nos primeiros dois anos são mais amenos e posteriormente mais pesado. Fala de mudança de fluxo de caixa de 69 milhões para 24 milhões negativos. Fala sobre receitas do Engenhão.



"Por conta de nossa tradição de revelar jogadores na base, fomos até modestos e colocamos como previsão 10 milhões com venda de jogadores da base."

"Desoneração da folha do futebol de 79 mi para 44 mi."

Conselheiro Cacá: "recebemos um orçamento. Agora parece ter havido uma mudança de quase 90% do orçamento. Esse novo orçamento foi apreciado pelo conselho Fiscal? Nós não o conhecemos."

Murad: "tivemos de cumprir os prazos estatutários, e assim o fizemos, contemplando as mudanças necessárias para manter o clube adimplente. O orçamento foi feito pensando na disputa da Taça Libertadores. Estamos falando de fluxo de caixa."

André Silva: "o Conselho Fiscal só recebeu agora essa nova planilha de fluxo de caixa. O parecer do CF foi favorável ao orçamento, mas ressalvando o fluxo negativo de caixa de 69 milhões que, com a revisão, cai para 24 milhões. Como estatutariamente o parecer do CF deve ser dado até 15/11, demos o parecer em cima dos números de então, com a preocupação com o fluxo de caixa, para que os conselheiros pudessem ter ciência disso. E o que o Murad está dizendo é isso, que foi modificado o fluxo de caixa. Mas o que está sendo votado aqui é o orçamento e não o fluxo de caixa."

André Silva foi vice-presidente de futebol na 1ª gestão de Maurício Assumpção e é, atualmente, presidente do Conselho Fiscal.

Paulo Mendes: fala sobre Nilton Santos, perda de pontos no Maracanã, interdição do Engenhão, das dificuldades "comuns a todos os clubes", diz que continuarão trabalhando, etc. Lamenta o vazamento de informações do orçamento para a imprensa. Diz que isso expõe e atrapalha o clube, tornando a vida do clube mais difícil. Espera que isso não aconteça de novo. Parabeniza Manoel Renha pela benemerência.

Paulo Mendes é o vice-presidente geral e um dos possíveis candidatos da situação à Presidência em 2014

Montenegro: "não conheço o Estatuto, mas acho que hoje, com internet, é um absurdo que se tenha de mandar as informações pro Conselho Fiscal até 15/11, antes do fim do campeonato mais importante, que é o Brasileiro, sem saber que competições disputará no ano seguinte. Se for pra Libertadores, a realidade é outra. Para cumprir o estatuto, o CF tem de aprovar qualquer coisa. Qual o problema de um clube que vive quase exclusivamente do futebol votar o orçamento depois do fim da temporada, mesmo que seja no ano seguinte. Hoje o orçamento vaza, ficam gozações sobre ir ou não pra Libertadores, e é tudo muito incerto. Qual o problema de esperar a definição do campeonato Brasileiro? É um absurdo fazer um orçamento, um fluxo de caixa no escuro. Vocês querem modernidade assim? Essa é a minha posição, que se crie uma comissão para estudar esse tema, pois hoje dá margem a vazamentos, é tudo no chutômetro. Só teremos a real definição amanhã. Hoje com internet, é um absurdo essa situação."

Montenegro é benemérito do clube e ex-presidente

Rolim: "hoje a letra do estatuto estabelece esse prazo. Mas seria contra o estatuto por este orçamento para o Conselho votar hoje. Recebemos uma informação em casa e hoje fomos surpreendidos - no bom sentido - com os novos números. Então, eu peço que o conselho diretor providencie a remessa para o Conselho Fiscal, realizando a votação em reunião extraordinária a ser marcada para janeiro. E vamos criar uma comissão para levar adiante essa proposta do Montenegro para alterar essa questão da data, adequando-se aos meios dos novos tempos e aos prazos dos campeonatos da temporada."

Paulo Serra: sugere que a sessão seja mantida em aberto e retomada em janeiro. Rolim acatou. Diz também que a mudança no fluxo de caixa impacta sim o orçamento.

Carlos Eduardo: protesta contra as palavras do vice geral, que considera inadequadas, pois entende que culpa a oposição pelo vazamento do orçamento. E concorda com Montenegro quanto a mudanças nos prazos estatutários. Pede também a proporcionalidade das cadeiras do conselho igual à proporção de votos recebidos por cada chapa.

Carlos Eduardo foi vice-presidente na gestão Montenegro (94/96) e foi o candidato de oposição em 2011. É o líder do grupo Mais Botafogo.

Chico Fonseca: diz que a indefinição sobre o orçamento se dá por conta da oscilação do time no Brasileiro. O orçamento foi montado para "ganhar a Libertadores, não apenas participar", pois na época o time estava entre os primeiros. Mas foram alertados quanto ao Proforte, penalidades que o clube vem sofrendo, e os números tiveram de ser revistos. Concorda com Montenegro quanto ao já explicado problema do prazo. Diz que, por conta dos ajustes do Proforte, "mais abrangente do que a Timemania, o orçamento do futebol teve de ser reduzido, e por isso disputaremos a Libertadores com um elenco mais enxuto".

Chico Fonseca é vice-presidente de futebol

Vinicius Assumpção: pede que essa reunião seja na primeira quinzena de janeiro. Fala sobre reforma do Estatuto, pede abertura do clube a partir de uma discussão entre todas as forças do clube.

Vinícius Assumpção é membro do Movimento Carlito Rocha.

Rolim: concorda com Vinicius que a reunião deve ser em janeiro.

Luiz Fernando: discorre sobre as mesmas questões abordadas, reforçando os principais pontos.

Paulo Mendes: "A meta é o orçamento completo até semana que vem. Tudo foi previsto, inclusive tudo o que o Botafogo tem a pagar, e por isso o fluxo de caixa foi negativo. Esperamos entregar tudo até quarta-feira."

André Silva: "enviamos ao Conselho Diretor essa mesma questão de como resolver o deficit de 69 milhões. O presidente Assumpção ligou ontem dizendo que estão trabalhando para resolver essa questão."

Thiago Alvim: fala sobre o restaurante do clube, do conselheiro Menezes, da Cristina Aranha e do chá que ela preparou em homenagem ao conselheiro.

Thiago Alvim é Vice-presidente social e de comunicação

Glauco Cruz: questionou André Silva sobre as ações do Conselho fiscal.

Glauco Cruz é membro do grupo de oposição Mais Botafogo

André Silva: diz que todos os clubes têm a mesma dificuldade, mas que o CF cumpriu seu dever de casa de alertar todos os conselheiros sobre o fluxo negativo e questionar o conselho diretor.

Rolim: agradece a todos e pede as bênçãos dos céus para que a Ponte Preta perca.

Marcos Portella: fala sobre mudança de nome do Engenhão para Nilton Santos, com o Conselho encaminhando proposta ao presidente.

Marcos Portella foi presidente do Conselho Deliberativo na 1ª gestão Bebeto de Freitas (2003-2005) e vice-presidente geral na 2ª (2006-2008)

Rolim: pôs em apreciação e foi aprovada por unanimidade a proposta.

Marcos Portella: questiona sobre o paradeiro do busto do Garrincha.

Rolim: vamos correr atrás dessa informação. Pede ao Portella para redigir a petição.

Rolim: reitera a torcida contra a Ponte, chama o hino e encerra.

OBS: atualizaremos o post durante a semana com as fotos dos conselheiros que discursavam.

Para entender melhor o funcionamento do Conselho Deliberativo, veja o post "O Conselho Deliberativo do Botafogo"

ÍNTEGRA DO PANFLETO DISTRIBUÍDO AOS CONSELHEIROS NA REUNIÃO


Boa noite, senhoras e senhores conselheiras e conselheiros.
Nós somos o movimento BOTAFOGO SEM MEDO. Já estivemos aqui neste espaço divulgando as nossas ideias da mesma forma que hoje. De qualquer forma, relembraremos quem somos. O BOTAFOGO SEM MEDO é uma reunião de Botafoguenses independentes que comungam de algumas premissas inegociáveis: a abertura política e o resgate na relação entre torcida e o clube.
Dito isto, passamos para a reunião de hoje. Vocês irão votar o orçamento para o ano de 2014 do nosso Botafogo de Futebol e Regatas. Esperamos que todos possam ajudar o Botafogo a trilhar caminhos vitoriosos, porém, sensatos.
Entretanto, hoje queremos, novamente, tratar de um assunto igualmente importante e que acreditamos essencial para o nosso futuro: a abertura do clube através do sócio-torcedor com voto.
ABERTURA DO CLUBE
A nossa proposta é que o clube seja aberto com uma nova modalidade de sócio, o SÓCIO-ENGENHÃO. Voltada para os que concentram o seu interesse no futebol apenas, é uma forma de sócio que não recebe nenhum serviço gratuito. Paga uma mensalidade para ter direitos políticos, o que consiste em votar e ser votado após decorrido prazo estatutário. E, caso queira qualquer serviço do clube, pagará o valor compatível por tal serviço, seja ele pacote de ingressos, carnê de temporada, visita ao estádio etc.
O sócio proprietário continua com todos os seus direitos, como exclusividade de acesso à sede, além de votar e ser votado.
Com pequenas adaptações nos artigos 25 e 49 do Estatuto, podemos tornar realidade o sonho de trazer para o Botafogo o seu torcedor.
João Saldanha dizia que "quem não é o maior, tem de ser o melhor". E só podemos ser o melhor junto com a nossa torcida. O Botafogo não pode ter medo dos seus torcedores. É hora de agirmos e transformarmos novamente esse clube no Botafogo do João sem Medo: um Botafogo grande, independente e vencedor.

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http://botafogosemmedo.blogspot.com.br/ ... ativo.html

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Dico

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Re: Reunião do Conselho Deliberativo (10/12/2013)
MensagemEnviado: 11 Dez 2013, 08:57 
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Esse é o retrato da gestão profissional do Sr.MA.
O clube de pires na mão, porque a GRANA acabou e estão rezando pelo dinheiro da LIBERTADORES.
Se a vaga na LIBERTADORES babar, vai tudo para o buraco.
Um GRANDE Conselheiro e ex Presidente que afirma desconhecer até o próprio estatuto que lhe outorgou um título de Benemerência é o retrato do descaso como o clube é tratado.
Discutir Engenhão nem pensar.
Botafogo é administrado a toque de caixa.
Gente, como o Botafogo é minúsculo em seus poderes.

Mas valeu pela informação Dico.
Abraços,
Renato

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Renato Verde (superstar)
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Re: Reunião do Conselho Deliberativo (10/12/2013)
MensagemEnviado: 11 Dez 2013, 11:31 
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Algumas observações:

O Conselho Deliberativo que tem 200 conselheiros reúne-se para os assuntos da Ordem do Dia com aproximadamente 65 conselheiros. Ora, nem os 140 conselheiros do corpo transitório que fazem parte da chapa do atual gestor compareceram e, provavelmente os 65 presentes, em sua grande maioria deve ter sido do corpo permanente, ou seja, decidem sempre o que querem.

O clube está numa situação negativa, crítica, e não se discutem políticas e estratégias a serem adotadas e as ações prementes a serem tomadas. Apenas homenagens e benemerências, como não poderia ser diferente, bem como, a apresentação de um novo orçamento para o clube com previsão sobre uma possível participação numa Libertadores que o clube ainda não entrou e que depende do resultado logo mais do jogo da Ponte com o Lanús.

Um novo orçamento? E o anterior? Amadorismo total.

Em relação à panfletagem, sem querer desmerecer as ações do BOTAFOGO SEM MEDO, mas para um grupo que só aparece em épocas de eleição, fica complicado dar crédito e o panfleto feito dá a impressão, para quem não conhece, como se tivessem participado da reunião como se fosse uma apresentação direta junto aos membros do Conselho Deliberativo, o que sabemos que não aconteceu, pelo contrário. Panfletaram na porta do salão, para conselheiros onde muitos deles não sabem o significado da palavra Conselheiro e outros nem sabem o que estão fazendo lá.

Um detalhe de suma importância, o sócio torcedor com direito a voto é aquele que se candidata a ser votado e o sócio torcedor com direito de votar, parecem iguais, mas são completamente diferentes, só pode votar, não pode ser votado e se por acaso quiser participar para ser votado deverá obrigatoriamente tornar-se sócio proprietário.

Outro detalhe é que o tal sócio engenhão visa somente torcedores do Rio de Janeiro e não torcedores botafoguenses de todo o país que deve ser o foco principal de um plano dessa magnitude, afinal o BOTAFOGO tem torcedores botafoguenses em todo o país.

Sem mais,

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Ronaldo Freitas de Souza
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Re: Reunião do Conselho Deliberativo (10/12/2013)
MensagemEnviado: 11 Dez 2013, 12:04 
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Agora essa do Montenegro dizer que não conhece o Estatuto me deixou de boca aberta.

São esses que comandam o clube?

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Ronaldo Freitas de Souza
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Re: Reunião do Conselho Deliberativo (10/12/2013)
MensagemEnviado: 11 Dez 2013, 12:11 
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Pelos idos de 2012, em certa ocasião, bebendo cerveja com alguns conhecidos lá no bar do clube, fui apresentado a um dos atuais conselheiros do CD.

Tive a oportunidade de tentar trocar uma ideia, mas foi somente uma tentativa, pois, o tal do "conselheiro" não tinha opinião própria, não sabia das ações do CD, não conhecia ou tinha acesso a outros conselheiros e somente comparecia quando chamado por alguém dele conhecido para aprovar matérias que provavelmente nem sabia discutir muito menos aconselhar, como deve um "conselheiro" se comportar.

Lembrei-me desse pequeno detalhe por causa dessa panfletagem.

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Ronaldo Freitas de Souza
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Re: Reunião do Conselho Deliberativo (10/12/2013)
MensagemEnviado: 11 Dez 2013, 15:20 
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Orçamento 2014 - Visão do Mais Botafogo

Prezado sócio do Botafogo de Futebol e Regatas,

Nesta terça-feira, dia 10 de dezembro, o Conselho Deliberativo reúne-se para analisar o orçamento para 2014.

Neste momento em que o nosso Botafogo atravessa uma das piores, se não a pior, crise financeira de sua centenária história, fruto de uma gestão arbitrária do atual Presidente, o Grupo Mais Botafogo vem informar aos sócios que não aprovou o orçamento para 2014 apresentado pelo Conselho Diretor.

Pelo orçamento apresentado, esse prevê um resultado operacional positivo de 3,7 milhões.

Porém, o resultado operacional levou em consideração receitas não garantidas, criando uma situação irreal.

Além disso, não foram incluídas no orçamento dívidas que deverão ser pagas, as quais transformam o resultado de 3,5 milhões positivos em 69 milhões negativos!!!


Frente a essa situação, O Grupo Mais Botafogo, por intermédio de seu representante no Conselho Fiscal, coerente com sua linha de ação que defende a gestão do clube com transparência e competência, não concordou com este artifício.

Apesar dos outros Conselheiros do CF terem votado favoravelmente, fizeram registrar pela primeira vez no parecer do Conselho Fiscal a existência desta tecnicialidade e o fato de que o orçamento real, sob o critério de fluxo de caixa, apresenta um déficit de 69 milhões.

Pelo aspecto técnico, não há muito que contestar, mas apesar de tecnicamente não haver problema, o orçamento feito pelo Conselho Diretor, não reflete a realidade.

A imprensa também percebeu o engodo e nos últimos dias o nosso Botafogo foi, infelizmente, assunto de várias matérias demonstrando que nosso orçamento é pouco transparente (onde está a Cia Botafogo?), de difícil entendimento e pouco confiável.

Várias receitas, que provavelmente não ocorrerão, foram incluídas, como exemplo o caso do Engenhão, que embora fechado, esse orçamento considera que teremos receitas associadas durante todo o ano, além disso esse não apresenta o resultado real previsto do exercício, qual seja, um prejuízo de, no mínimo 69 milhões.

Julgamos imprescindível levar ao conhecimento dos sócios mais esta manobra maquiando a realidade financeira do clube e que caracteriza a incompetência desta diretoria, cuja gestão não está à altura das administrações vitoriosas que ajudaram a fazer a história do nosso Glorioso clube.

Nossa expectativa é que frente a tantos fatos, os membros do Conselho Deliberativo também sejam despertados para a realidade, como o foram o Conselho Fiscal e a imprensa, e acompanhando o voto dos Conselheiros que representam o Mais Botafogo reprovem esta peça de ficção e exijam que seja apresentado um orçamento que espelhe a realidade.

Será também a oportunidade de questionar o Presidente do Clube porque ainda não acionou judicialmente a Prefeitura para sermos ressarcidos do prejuízo de 20 milhões que, nas palavras do Presidente, tivemos, apenas este ano, com a interdição do Engenhão.

Uma vez mais temos a esperança de que o Conselho Deliberativo colocará os interesses do Botafogo acima de qualquer outro interesse, reprovando o orçamento e exigindo uma atitude real no caso do Engenhão.

Saudações botafoguenses,

Grupo Mais Botafogo
http://www.maisbotafogo.com/page/index.asp

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Re: Reunião do Conselho Deliberativo (10/12/2013)
MensagemEnviado: 11 Dez 2013, 15:36 
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Grifei em vermelho todas as posições colocadas pelo MAIS BOTAFOGO que não há como contestar.

No entanto, a FALTA DE TRANSPARÊNCIA DESSA GESTÃO é questionada pelo TORCEDOR BOTAFOGUENSE desde 2009.

O que não isenta o MAIS BOTAFOGO de ser mais atuante, mais incisivo, inclusive, em cobrar desse CONSELHO DELIBERATIVO uma postura firme em relação a defesa do clube e seu patrimônio.

Afinal para que serve o CONSELHO DELIBERATIVO?

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Re: Reunião do Conselho Deliberativo (10/12/2013)
MensagemEnviado: 11 Dez 2013, 15:56 
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Concordo Ronaldo.
A que ponto o clube chegou.
Fazer previsão orçamentária em futurismo duvidoso.
Em nenhum momento da atual gestão houve preocupação em sanar e/ou amortizar as dívidas que se avolumam numa crescente exponencial.
Não há um PLANO DE AUSTERIDADE FINANCEIRA para as contas do clube.
E é esse mesmo GESTOR (MA), que Montenegro alça como bom administrador.
Botafogo é um micro universo do que é o país.

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Re: Reunião do Conselho Deliberativo (10/12/2013)
MensagemEnviado: 13 Dez 2013, 08:27 
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Bom, o time passou pelo Lanús – ótimo!

Sinto-me feliz por isso, afinal quantos anos já se passaram sem que pudéssemos chegar perto da Libertadores.

Mas, e agora, como faremos, sem recursos, sem um técnico experiente nesse tipo de campeonato, com um lista de problemas internos e com um time meio barro meio tijolo que não dá segurança porque não sabemos qual será a reação do mesmo frente a times cascudos e que somam experiências anteriores nesse campeonato, enfim, como sobreviver de agora em diante na Libertadores se não temos recursos para investir em jogadores tarimbados?

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Re: Reunião do Conselho Deliberativo (10/12/2013)
MensagemEnviado: 25 Dez 2013, 19:28 
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Segundo informações do Mais Botafogo, parece que a proposta de orçamento para 2014 não foi aprovada na reunião do Conselho Deliberativo realizada no último dia 10.

Como havia inúmeras modificações na última apresentação não tinha como fazer a sua apreciação porque nada delas se conhecia.

Ao que parece e que ficou decidido é que nova proposta será examinada pelo Conselho Fiscal e apresentada mais uma vez ao CD, talvez em janeiro de 2014.

Vamos aguardar esse acerto.

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Re: Reunião do Conselho Deliberativo (10/12/2013)
MensagemEnviado: 28 Jan 2014, 09:02 
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O Thiago Pinheiro, do Botafogo Sem Medo, fez uma avaliação do que foi a última Reunião do Conselho Deliberativo realizada na sexta passada, dia 24/01 e que coloco abaixo para uma reflexão.

***

Reunião do Conselho Deliberativo - Votação do Orçamento 2014
segunda-feira, janeiro 27, 2014

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Apenas 39 conselheiros estiveram presentes na reunião

A reunião do Conselho Deliberativo da última sexta, dia 24/01, era, na verdade, uma continuação da reunião do dia 10/12/2013. Durante o encontro, ficou decidido que era necessário a elaboração de um novo orçamento, seguido de outro parecer do Conselho Fiscal, já que, por exemplo, ainda não havia a certeza da participação do clube na Taça Libertadores, bem como a definição de todos os patrocinadores.


Entretanto, mesmo com esse assunto importante para ser discutido, foi uma das reuniões mais esvaziadas que presenciamos em muito tempo. Apenas 39 conselheiros votaram e somente o vice-presidente administrativo, Daniel Pereira, esteve presente representando o Conselho Diretor.

Infelizmente, nós, do Botafogo Sem Medo, chegamos um pouco tarde na reunião, perdendo o seu início. O restante está aqui abaixo. Temos que ressaltar também a péssima qualidade do sistema de som utilizado nas reuniões, que dificulta demais o entendimento dos pronunciamentos.

Acreditamos que uma maior presença dos sócios nas reuniões estimule a participação dos conselheiros e qualifique o debate. Com esse pensamento, o Botafogo Sem Medo protocolou na sexta um requerimento para que as pautas de convocação e atas das reuniões sejam divulgadas no site oficial e nas mídias sociais do clube (clique no link e leia mais).


19:50: Carlos Eduardo, líder do Mais Botafogo, encerra sua dissertação sobre os pontos de discordância ou dúvida do novo orçamento enviado aos conselheiros. Critica gastos excessivos com itens como advocacia e viagens, dentre outros. Reclama que ninguém da diretoria do clube esteja presente.

Carlos Eduardo vota pela não aprovação do orçamento e solicita que o Conselho Diretor envie para apreciação do Conselho Deliberativo os termos do contrato com a Telex Free.

19:55: Alberto Macedo explica alguns detalhes. Defende os gastos com advocacia e diz que o Botafogo é o único clube com apenas 5% de penhoras da Receita Federal.

19:58: André Barros, do Movimento Carlito Rocha, diz que veio para aprovar o orçamento. Afirma que esta diretoria tem investido muito nas divisões de base e que nunca a divisão de base teve tanta atenção.
Mas concorda com o conselheiro Carlos Eduardo que "é um absurdo que ninguém da diretoria esteja presente para discutir o orçamento".

Critica também o fato de um presidente de clube não ser remunerado, que ninguém pode ficar três anos sem receber nada. Diz que não acredita em "investidores", pois "na época do capitalismo ninguém dá nada de graça".

Pede mais transparência nos contratos com a Telex Free e com a televisão, por exemplo. Ressalta que a crítica é geral, não específica, e que está criticando o sistema como um todo.

Defende novamente que o presidente do Botafogo seja remunerado.

20:03: Alberto Macedo diz que já viajou com o presidente para Brasília, por exemplo, e não pagou as viagens. Ainda em réplica à fala de Carlos Eduardo, diz que o clube arca com as despesas, pois estas pessoas estão viajando para tratar dos interesses do Botafogo e, dependendo do que estiver sendo feito, o valor é até "módico". Diz que é preciso direcionar esforços para assuntos mais importantes, e que isso é detalhe.

Alberto Macedo lembra que, graças aos esforços do Departamento Jurídico, o Botafogo é o único clube que tem a taxa de 5% de penhoras de dívidas federais em sua receita, dando a entender que os demais clubes possuem taxas mais altas.

20:05: Edson Alves, do Mais Botafogo, retoma o tema da transparência levantado pro André Barros, do MCR. Compara com o flamengo, em que esse tipo de contrato necessariamente passa pela aprovação do Conselho Deliberativo, e que o Estatuto do Botafogo não prevê isso.

Sugere uma reforma do estatuto para atender a este ponto e a alguns outros. Diz que o Estatuto em sua última reforma trouxe avanços importantes, mas que é preciso evoluir sempre. Critica o baixíssimo quórum numa votação tão importante quanto essa. Acredita que, sendo uma obrigação estatutária a apreciação do contrato, estas discussões sobre transparência não ocorreriam.

20:08: Carlos Matos, do Mais Botafogo, fala sobre o números de sócios do Botafogo. Diz que, na época em que foi diretor (2009), havia cerca de 1,5 mil sócios para uma receita de 150 mil mensais, e que hoje ouve falar em mais de 3 mil sócios mas a receita no orçamento é a mesma.

Diz que é divulgado no "Movimento por um Futebol Melhor" que o Botafogo teria cerca de 12 mil assinantes do Sou Botafogo e que a conta a partir desses números não confere com a do orçamento. Diz que o presidente alega que triplicou o número de sócios, mas que isso não se reflete no orçamento.

Destaca que há uma rubrica solta de 8 milhões de fluxo de caixa. Pergunta se esse valor seria o referente à Telex Free.

20:10: José Victor compara o previsto e o realmente executado no futebol em 2013. Diz que o previsto eram 89 milhões e o executado foram quase 144 milhões, com variação de 62%. Para 2014 a receita prevista para o futebol é de 83 milhões, o que considera estranho porque a classificação para a Libertadores deveria elevar o valor, e não diminuir, e põe em dúvida também o quanto será executado, uma vez que os valores previstos e executados nunca conferem.

20:13: Arnaldo, representante do Conselho Fiscal, diz que o clube tem previsão de superávit operacional para o ano corrente, mas que sofre com problemas de gestões anteriores. Discorre sobre questões estatutárias e alguns números.

Diz que o Conselho Fiscal recomenda a aprovação do orçamento, com a ressalva da discordância do conselheiro Edson Alves, que vota contra, quanto à metodologia.

20:17: Orçamento é posto em votação. Muitos se levantam contra. Os não conselheiros são convidados a se retirar.

Em nova votação, o orçamento é aprovado por 22 votos a favor e 17 contra.

20:20: posto em votação o item E da pauta, sobre autorização para antecipação de receitas. Aprovado.

OBS: Esse foi o momento no qual nós retornávamos para a reunião. A antecipação de receita, nesse caso, é uma manobra comum, e que permite ao clube, com a aprovação do Conselho Deliberativo, antecipar 1/12 da receita do ano seguinte.

20:23: item seguinte da pauta, Assuntos Gerais. Edson Alves fala sobre o conselheiro Braz Pepe, que está internado.

20:25: Antonio Carlos Mantuano, ex-vice geral de Maurício Assumpção, sugere o título debenemerência para D. Teresa, a senhora que doou os terrenos de Jacarepaguá para o Botafogo.

20:29: Carlos Eduardo, do Mais Botafogo, discorda de André Barros do MCR, quanto à sugestão do presidente ser remunerado.

Carlos Eduardo diz que isso é contra a lei e contra o Estatuto do clube. Diz que não se espera hoje que um cidadão seja presidente em horário integral, largando suas atividades, a menos que seja milionário. E que se houvesse remuneração, deveria haver um sistema de cobrança. Que o presidente tem de saber montar um ótima equipe técnica, para darmos um salto qualitativo, ou ficaremos na mediocridade. Explica que os grandes executivos delegam a grandes técnicos o cotidiano das corporações.

20:32: André Barros, do MCR, diz que tem divergências ideológicas com Carlos Eduardo, faz críticas ao capitalismo, diz que não acredita em bilionários, e que um presidente remunerado com cerca de 20 mil por mês seria melhor e mais confiável do que um bilionário.

Reclama que o sistema brasileiro de presidentes não remunerados é absurdo, e cita o exemplo do presidente do Barcelona, que teve de renunciar, enquanto nada aconteceu com os dirigentes brasileiros envolvidos na mesma negociação. Diz que é uma vergonha o cidadão ficar lá três anos sem ganhar nada.

Diz que há décadas ouve todos repetirem que a culpa é da gestão anterior. Faz questão de ressaltar que não é uma crítica ao presidente atual, mas ao sistema.

20:37: Conselheiro Luiz Felipe Novis, Mais Botafogo, diz que concorda que o sistema deva ser modificado, mas que o Estatuto e as leis amarram uma série de questões que não podem ser feitas de forma diferente.

Defende a mudança de Estatuto para que troquemos um "sistema presidencialista absolutista" por um "parlamentarismo", com os sócios elegendo um conselho, cujo presidente seria também o executivo do clube, com remuneração proporcional aos resultados obtidos. Hoje muitas despesas operacionais são mascaradas e aparecem futuramente, prejudicando o patrimônio líquido.

Diz que é inaceitável a assinatura do contrato com uma empresa como a Telex Free sem consultar o Conselho Deliberativo.

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Ronaldo Freitas de Souza
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Re: Reunião do Conselho Deliberativo (10/12/2013)
MensagemEnviado: 28 Jan 2014, 09:51 
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Em relação à posição do Conselheiro Carlos Eduardo do MAIS BOTAFOGO em votar pela não aprovação do orçamento e pedindo para apreciar os termos do contrato com a TelexFREE, seguramente, seria também a nossa posição caso fizéssemos parte desse conselho.

Vejam só, os conselheiros do CD não tiveram acesso aos termos do contrato com a TelexFREE.

Realmente é de se lamentar a fragilidade desse soberano órgão denominado de Conselho Deliberativo perante um subordinado Conselho Diretor, uma autêntica INVERSÃO DE VALORES, mas se existe é porque lhe foi dada essa prerrogativa por quem podia e ainda pode.

Essa história de que o Botafogo é o único clube com apenas 5% de penhoras da Receita Federal dando a entender que os demais clubes possuem taxas mais altas é de se lamentar. Ora justificar uma situação dessas comparando com os clubes rivais é uma enorme vergonha, imperdoável e injustificável.

Quem te viu e quem te vê. O pessoal do MCR com os interesses ajustados junto a atual gestão, a mesma que combateram inicialmente, um dos seus conselheiros André Barros e um dos atuais responsáveis pelo atual Estatuto, comparece dizendo que veio para aprovar o orçamento e defender a atual gestão. Faz algumas reclamações sem sentido, questiona o capitalismo, enfim, coloca questões e gostos ideológicos totalmente fora de questão e de propósito contra o Conselheiro Carlos Eduardo. Falar mais o que, não é mesmo?

Uma coisa que apreciamos foi que alguns outros conselheiros começaram a dar o devido valor as atividades e responsabilidade que deveriam ser do Conselho Deliberativo, o que defendemos desde 2009, ou seja, tudo o que for relativo a interesses patrimoniais, bens materiais e imateriais, inclusive, de imagem são de responsabilidade única e exclusiva do Conselho Deliberativo, órgão soberano e independente, representante direto dos interesses dos sócios proprietários e, JAMAIS, poderiam ser tomadas quaisquer decisões pelo presidente do Conselho Diretor que afetassem a instituição BOTAFOGO sem antes passar, obrigatoriamente, pela decisão do CONSELHO DELIBERATIVO.

Mas por que esse presidente tem essa força toda? Não vou perguntar sobre o Conselho Deliberativo, afinal ele tem 126 cadeiras de sua própria chapa, mas pergunto em caixa alta mesmo: ONDE ESTÃO OS 60 INTOCÁVEIS E PODEROSOS MEMBROS DO CORPO PERMANENTE?

Em toda essa roupa lavada, um detalhe que nos chamou a atenção foi a do Conselheiro Luiz Felipe Novis, do MAIS BOTAFOGO, dizendo que concorda que o sistema deva ser modificado de "presidencialista absolutista” por um "parlamentarismo". É um dos nossos pontos de vista que estão em tela com a proposta de ALTERAÇÃO ESTATUTÁRIA, dentre outras.

Por fim, a presença, como sempre irrisória, 39 ao todo, de um conselho com 200 cadeiras, permite que eu continue fazendo a mesma pergunta de sempre: SÃO TODOS BOTAFOGUENSES MESMO?

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Re: Reunião do Conselho Deliberativo (10/12/2013)
MensagemEnviado: 27 Mar 2014, 09:20 
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Site detalha reunião: contas de 2013 aprovadas; presidente e opositor discutem

Nesta terça, por volta das 19h45, o Conselho Deliberativo do Botafogo se reuniu em General Severiano para uma noite de muitas votações e poucas surpresas. Além disso, o presidente Maurício Assumpção e o benemérito Carlos Eduardo envolveram-se em uma discussão acalorada e estiveram perto de brigarem. Abaixo vocês poderão ver a descrição de tudo o que aconteceu na reunião, incluindo comentários que ajudarão a entender melhor os fatos.
Amanhã à noite, os comentários sobre a noite do Conselho Deliberativo
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Maurício Assumpção e Carlos Eduardo
discutem na reunião do Conselho
Transcrição por Fernando Lôpo
Comentários e fotos por Thiago Pinheiro
25/03/2014 – Reunião do Conselho Deliberativo
19:45: abertura da sessão com a leitura da ordem do dia.
19:49: ata da sessão anterior (27/01/2014) aprovada por unanimidade em votação simbólica.
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19:50: pauta é invertida, com emerências e benemerências sendo votadas primeiramente.
19:51: Luís Eduardo Vaz Miranda, ex-presidente do Conselho Deliberativo, lê uma homenagem a Nilton Santos e a proposta de que, em todas as categorias do futebol do clube, a camisa de nº 6 tenha escrito Nilton Santos em dourado acima do escudo do clube.
O plenário terá de votar a proposta. Maurício Assumpção mostra uma camisa nova, etiquetada, já com este detalhe. Maurício Assumpção é chamado ao microfone.
19:55: Maurício Assumpção explica que a grafia usada no nome do Nilton é a mesma que ele usava em seu autógrafo, com um boneco que era o logo que o representava. A proposta é de que tal logo seja usado acima do escudo até o fim de 2014.
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Maurício mostra a camisa a cada um dos conselheiros
19:57: em votação simbólica, conselheiros aprovam que a matéria entre na ordem do dia para ser votada hoje. Da mesma forma, conselheiros aprovam a homenagem.
Aprovado pelo Conselho Deliberativo: Durante todo o ano de 2014, camisa 6 do Botafogo, em todas as categorias de futebol, terá a assinatura e um desenho de Nilton Santos acima do escudo.
20:00: urna é aberta e exibida vazia a todos os presentes.
20:02: beneméritos são chamados nominalmente para votar se aprovam ou não as concessões de benemerências e emerências.
20:05: eméritos são chamados para votar.
20:08: integrantes do conselho transitório são chamados para votar.
20:19: encerrada a votação.
20:20: convocada a mesa de apuração, composta pela conselheira Katia Regina, o grande benemérito e ex-presidente Carlos Augusto Montenegro, o conselheiro do Mais Botafogo Edson Alves.
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A mesa de apuração: Kátia e Montenegro (sentados)
e Edson em pé.
20:23: Maurício Assumpção ao microfone. Começa a falar sobre sua gestão no clube.
“Ao longo do meu tempo no clube, tenho ouvido falar que essa gestão tem aumentado as dívidas em grande escala. Diz que quando assumiu, seu diretor Renato Blaute sugeriu que a dívida então de 286 milhões fosse auditada. Essa correção faz com que aquela dívida atualizada fosse de mais de 370 milhões. As pessoas dizem que o presidente aumentou de 372 milhões para mais de 700 milhões. Mas se alguém quiser pagar de uma vez a dívida, basta chegar com 496 milhões. Pois parte da dívida é composta de empréstimos, adiantamentos, fundo de atletas, dinheiro financiado no mercado, com lastro.
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Maurício Assumpção discursa
Se há uma dívida de mais de 700 milhões que seria paga com. 496 milhões, então essa diretoria de fato aumentou a dívida em pouco mais de 100 milhões. Mas pagou 98 milhões de dívidas passadas. A diferença mesmo assim é grande? Sim. M as só em acordos trabalhistas, são mais de 30 milhões economizados. Logo, foram mais de 100 milhões de dívidas pagas. Isso não quer dizer que a situação seja boa. Há dívidas, há penhoras, há mais o que fazer. Estamos tentando retornar ao ato trabalhista, propostas pelo próprio tribunal. E há uma questão que afeta a todos os clubes que é o Proforte.
Eu vivo escutando dizer que o Maurício Assumpção aumentou a dívida para 700 milhões, o que não é verdade.”
Conselheiro: por que o Botafogo saiu do ato?
MA: porque o ato expirou no fim do ano passado, e nos termos de então não interessava ao Botafogo continuava.
Carlos Eduardo: pergunta sobre as receitas adiantadas das gestões futuras.
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Benemérito Carlos Eduardo
MA: diz que não sabe os números, e responde agressivamente que o Mais Botafogo tem um representante no conselho Fiscal e deveria saber esses números.
Carlos Eduardo e Maurício Assumpção discutem.
CE: vejam vocês, o presidente não sabe quanto ele adiantou das administrações futuras.
MA: o que não pode são mentiras dizendo que aumentei as dívidas para mais de 700 milhões. Isso não é verdade.
CE: vendo o relatório do Conselho Fiscal, vi que o Botafogo está quebrado.
CE critica o departamento de compras subordinado ao diretor administrativo, critica os valores relativos às questões de base, dentre outros.
MA: responde que não há como discutir a base dessa gestão, que os resultados falam mais do que os números. Novamente promete o CT da base, diz que será entregue à torcida, em que pese as pessoas dizendo que não sairá.
Diz que o Proforte afeta não apenas o Botafogo, mas que todos os demais clubes serão gravemente afetados pelas medidas necessárias do Proforte.
Diz que as medidas não são simplórias, e que a boa administração leva pessoas a quererem ser presidentes hoje, pessoas que não queriam antes.
Pede para que se fale a verdade, que se mostrem os números que comprovam a boa gestão quanto às dívidas.
CE: diz que torce para que dessa vez saia mesmo o CT, pois em seis anos de mandato é a sexta vez que ouve a promessa da base e nunca sai do papel.
MA: responde ironicamente enumerando o que considera conquistas da sua gestão.
CE: pergunta para quanto aumentou o quadro social.
MA: diz que aumentou em 100% o número de pessoas aptas a votar.
CE: pergunta sobre números, sobre quantidade de sócios.
MA: tenta evitar responder, mas diz que são em torno de 3 mil.
CE: pergunta se os candidatos terão acesso à lista de sócios.
MA: se exalta dizendo que CE está querendo falar de eleição.
Ambos se exaltam, especialmente MA, e saem discutindo fora dos microfones. Outros conselheiros apartam e cada um vai para o seu lado.
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Maurício e Carlos Eduardo são separados
20:40: conselheiro discursa questionando sobre as receitas antecipadas, mas dívidas da Cia. Botafogo e reclama da má colocação no estadual.
20:41: Vinicius Assumpção ao microfone. Diz que, desde os 20 anos, ouve as mesmas discussões, sem soluções. Diz que há umas sete legislaturas ouve o Carlos Eduardo dizer que o clube está quebrado. E que talvez esteja, e o que falta é um melhor debate dentro do conselho, trazendo mais e melhores Botafoguenses para dentro do clube.
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Vinicíus Assumpção: Que a questão vai além do nome do presidente, é do modelo, e que se continuar assim o próximo presidente estará aqui apresentando as contas e as dívidas terão aumentado.
Diz que a gestão atual tem problemas e méritos. Fala do suposto impacto de 40 milhões pelo fechamento do Engenhão.
Acha que o clube precisa se unir em torno de uma nova forma de gerir o Botafogo.
20:45: conselheira reclama do excesso de críticas e defende ardorosamente a gestão de Maurício Assumpção.
20:48: Gustavo Noronha, do Mais Botafogo, diz que o conselho discute muito condecorações e pouco de questões que realmente afetam o clube. Que gostaria de ver os conselheiros debatendo os números em questão. Diz que se preocupa com uma interpretação literal do estatuto quanto a um plano de recuperação. Diz que quando o orçamento já é feito com déficit, esse plano de recuperação já deveria ser levado ao conselho Deliberativo pelo Conselho Diretor para ser discutido.
Quanto ao Proforte, diz que vê na mídia jornalistas ironizando clubes que fazem orçamento e planejamento ignorando os impostos a pagar. Que os clubes em geral deixam de pagar impostos e depois buscam o perdão das dívidas, que no Brasil é regra o mau planejamento dos clubes com posterior pedido de perdão. E que não quer ver isso novamente no Botafogo.
20:53: representante do Conselho Fiscal ao microfone. Diz que o Conselho Fiscal encaminha ao Conselho Deliberativo a análise do balanço de 2013. Resultado operacional negativo em 2013, com capital circulante e patrimônio líquido negativos, obrigando a administração a contrair empréstimo e adiantamento de receitas, especialmente com a TV. Ressalta que o não pagamento dessas obrigações paralisaria as atividades operacionais. Dessa forma, tornando urgente a regularização dessa situação, recomenda o pagamento dos tributos devidos e medidas da administração para continuidade das atividades.
Após a auditoria contratada e análise do Conselho fiscal, este sugere que as contas encerradas em 31/12/2013 sejam aprovadas pelo conselho Deliberativo. O único voto contrário é do Conselheiro Fiscal Edson Alves, do Mais Botafogo, por falta de um projeto do clube para sanar os problemas identificados.
Os números não são bons, mas as contas foram apresentadas corretamente e observando os princípios de contabilidade. Por isso o Conselho Fiscal entendeu que não teria como não aprovar as contas.
20:57: mesa pede para que os não conselheiros fiquem afastados, restando próximos apenas os conselheiros.
20:58: iniciada a votação. A maioria permanece sentada, aprovando as contas. Alguns conselheiros se levantam registrando voto contrário, basicamente os do Mais Botafogo e mais alguns. As contas são declaradas aprovadas “por ampla maioria” (70 a 23).
21:00: no item Assuntos Gerais, o conselheiro Luiz Felipe fala sobre as contas. Diz que o momento não é de politizar essa questão. Diz que até se animou com a fala do presidente, que achou que ele fosse dizer algo esclarecedor, mas não veio nada novo. Que não vale a pena discutir se a justificativas estão certas ou não, pois isso não resolve. Que se deve discutir o porquê dessa situação, como isso pode ser equacionado. Que o clube precisa de um trabalho de longo prazo, achar um novo caminho e, concordando com Vinicius Assumpção, que é preciso mudar o modelo de gestão.
Diz que não parece haver uma urgência para resolver essa questão, que parece que todos acham ser possível sempre empurrar com a barriga sem nunca resolver. Que em todos os levantamentos o Botafogo é sempre o pior dos grandes, e hoje até pior do que alguns clubes médios.
Que o assunto deve ser tratado de forma mais técnica e menos política.
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Chico Fonseca, Cláudio Good, Montenegro e Renha
21:25: resultado das votações.
Para as vice-presidências, todos foram aprovados.
Chico Fonseca (futebol) – 45 a favor x 43 contra
Ricardo Braga (patrimônio) – 45 a favor x 42 contra
Carlos Calumby (esportes gerais) – 48 a favor x 42 contra
André Silva (administrativo) – aprovado, embora não tenhamos conseguido entender os números


Todos os indicados a emérito foram aprovados.

Daisy Miguel
Nely Barcelos dos Santos
Sonia Guardia
Jordan Dantas Guedes
Para os beneméritos:
André Silva – 52 a favor x 35 contra
Carlos Calumby – 43 a favor x 44 contra (não aprovado)
Luiz Ronado da Silva – aprovado
Therezinha da Costa Pereira Nadruz – aprovada
- See more at: http://www.botafogosemmedo.com.br/2014/ ... dAG9R.dpuf

Fonte: Botafogo Sem Medo

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Re: Reunião do Conselho Deliberativo (10/12/2013)
MensagemEnviado: 28 Mar 2014, 09:39 
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Pelo que entendi a Ordem do Dia, além da aprovação das contas cujo resultado já sabia qual seria, era somente a votação de novos beneméritos e eméritos, homenagem ao nosso ídolo Nilton Santos com o lançamento de mais uma camisa, ou seja, mais uma cortina de fumaça para os eventos que deveriam realmente ocorrer em caráter emergencial, uma vez que o clube está sem o Ato Trabalhista, com receitas penhoradas, com dívidas imensas e crescentes, com a Cia Botafogo toda endividada, sem as receitas do Engenhão, sem um CT de base e profissional e uma montoeira de mentiras acumuladas durante cinco anos e meio de um alpinista social a frente do clube.

E ainda existem xiitas que defendem esse espertalhão e, as contas, mais uma vez são aprovadas.

Como crítico das atuações do MAIS BOTAFOGO, que sempre considerei como também um grupo de situação volto a observar, agora, de forma positiva suas últimas ações, mesmo que sejam num ano eleitoral, não importa, fato é que seu presidente Carlos Eduardo Pereira enfiou o dedo na ferida e rodou sem pena, questionando o atual gestor das deficiências financeiras e orçamentárias do clube, o que já podemos considerar como um grande progresso, face aos demais candidatos que de forma omissa não se mostram, não questionam, não intervém e nem apresentam propostas para a solução dessa perigosa e decadente situação em que o clube se encontra.

Volto a afirmar, conforme venho escrevendo e falando há seis longos anos, cada vez mais com toda a convicção de que a doença do clube está instalada no CONSELHO DELIBERATIVO e somente com vontade política de sócios proprietários conscientes, que sejam de fato botafoguenses e que queiram o bem do clube para que esse mal seja removido, só assim, teremos um Conselho fortalecido e probo, independente e soberano em suas ações conforme tem que ser.

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Re: Reunião do Conselho Deliberativo (10/12/2013)
MensagemEnviado: 08 Abr 2014, 07:55 
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Cai a Máscara: O Presidente mentiu

Prezado Sócio do Botafogo de Futebol e Regatas,

Em nossa correspondência anterior participamos-lhe que estávamos coletando as informações disponíveis no Tribunal Regional do Trabalho sobre a saída do Botafogo do Ato Trabalhista, uma vez que a versão apresentada recentemente pelo Presidente do Clube não coincidia com fatos anteriormente divulgados.

Todavia, o TRT emitiu a nota abaixo, publicada em 2/4 no globoesporte.com, explicando porque o Botafogo foi excluído do ato:

"O Botafogo foi excluído do Ato Trabalhista por força de decisão da Presidência do TRT da 1ª Região, publicada no Diário Oficial no 31 de julho de 2013, ante o descumprimento das obrigações previstas nas regras vigentes quanto à matéria (Provimentos 1/2007 e 2/2008 deste Tribunal). Baseou-se a decisão na inequívoca constatação de ocultação de receitas da Companhia Botafogo, resultando em pagamentos muito inferiores aos mensalmente devidos, tendo em vista a obrigação do Clube em repassar ao TRT percentual incidente sobre as receitas auferidas tanto pelo clube quanto por “todas as empresas das quais façam parte como acionistas ou por qualquer outro meio participativo” ( Art. 3º do Ato 837/2007).” (grifos nossos).

Desta forma, o Presidente do Botafogo, Sr Maurício Assumpção, ao ser questionado sobre o assunto no último dia 25 de março, mentiu para o Conselho Deliberativo ao afirmar "o ato expirou no fim do ano passado, e nos termos de então não interessava ao Botafogo continuar”.

O Botafogo não deixou o Ato por vontade própria no final de 2013. Foi excluído, por não cumprí-lo ao ocultar receitas.

Certamente a versão apresentada pelo Presidente, embora deixasse à mostra sua incapacidade gerencial e a forma temerária como tem gerido o Botafogo, ocultava um fato muito mais grave, qual seja o não cumprimento deliberado de um acordo feito pelo Botafogo e não devido à falta de recursos para fazê-lo, mas numa tentava tosca de ludibriar a Justiça e os credores, tudo feito não em nome próprio, mas em nome do Botafogo.

O Ato Trabalhista, que o Sr Maurício Assumpção herdou da administração anterior, obrigava o Botafogo a destinar 20% de suas receitas para pagar as dívidas trabalhistas existentes, ficando este passivo totalmente equacionado e o Botafogo LIVRE das penhoras. Após a decisão do Sr Maurício de, como afirmado pelo TRT, ocultar receitas para diminuir o valor sobre o qual incidiriam os 20%, estamos com 100% de nossa receitas penhoradas.

Realmente o Presidente superou todas as expectativas, pois pouquíssimos são os executivos que conseguiram resultado tão negativo, de tamanho impacto e de forma tão canhestra.

Para o Botafogo voltar ao Ato dependemos de decisão do TRT esperando que o Juiz responsável pela decisão considere que o Botafogo, clube diretamente ligado às maiores glórias conquistadas pelo futebol brasileiro, bem como os milhões de Botafoguenses espalhados por todo o Brasil, não merecem pagar pelas ações de um único homem, e decida pela nossa volta ao Ato.

Por outro lado temos de adotar medidas para corrigir o problema internamente.

O início desta solução poderia vir do próprio Presidente, que reconhecendo a enormidade e a gravidade do erro cometido apresentasse sua imediata renúncia ao cargo, dando uma clara demonstração de sua única e exclusiva responsabilidade no fato.

Caso isto não ocorra, compete ao Conselho Deliberativo do Botafogo, de acordo com o Estatuto (artigo 54, item XI), "intervir na administração geral do Botafogo quando houver fato grave apurado, podendo cassar mandatos".

Apesar de nos últimos anos o Conselho Deliberativo, composto por uma maioria esmagadora de conselheiros eleitos pela situação, ter sempre respaldado as decisões do Presidente, chegando em alguns momentos a atropelar o Estatuto, queremos acreditar que isto ocorreu por fidelidade à chapa eleita e por considerarem, bombardeados pelas ações de marketing, que estavam prestando um bom serviço ao Botafogo.

Mas agora a máscara caiu. Não há forma de justificar as ações do Sr Maurício e menos ainda de aceitar seus efeitos. Cabe ao Presidente do Conselho Deliberativo, não ocorrendo um ato de grandeza do Presidente através da formalização de sua renúncia, convocar este Conselho para decidir sobre o afastamento do Presidente, cabendo aos conselheiros votarem não mais por fidelidade ou amizade, mas pelos mais altos interesses do Botafogo.

Saudações Alvinegras

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por: MAIS BOTAFOGO (07/04/2014 - 11:37:54)

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Re: Reunião do Conselho Deliberativo (10/12/2013)
MensagemEnviado: 08 Abr 2014, 07:57 
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Mas o presidente está mentindo desde antes de tomar posse quando disse que traria um fundo de 50 milhões para o clube e isso não aconteceu.
Nesses cinco anos e meio mentiu constantemente prometendo a contratação de jogadores que nunca acontecia.
Inaugurou a pedra fundamental de vários centros de treinamento e o que aconteceu?
Não bastasse isso em sua última entrevista disse que inauguraria ao final desse ano de 2014 dois CT's para o clube.
Mentiu também quando disse que não poderia mudar as cores das cadeiras azuis do Engenhão por questões contratuais com a prefeitura e logo após aceita as cores vermelha e branca da Brahma.
Ao aceitar as cores da Brahma rasgou o Estatuto que não permite outras cores a não ser o preto e o branco.
Rasgou o estatuto ao aceitar camisas amarelas, azuis, douradas, prateadas e até rosas com o escudo do clube, além da descaracterização das listras colocando-as com uma faixa horizontal.
Nunca defendeu o clube no evento de desmoralização do clube quando aceitou de forma covarde a interdição do Engenhão.
Ou seja, a imagem do clube, que é PATRIMÔNIO, foi e está sendo violada constantemente sob as vistas do Conselho Deliberativo.
A mentira sobre o ato trabalhista é somente uma continuidade de sua postura arrogante, soberba e mentirosa.
Mas, por que o faz com tanta frequência e impunidade?
Porque tem a conivência do Corpo Permanente e dos conselheiros do Corpo Provisório eleitos com ele e parte de sua própria chapa.
O cancro, o tumor que tem que ser extirpado, está aí nesse CONSELHO DELIBERATIVO.
Pedir que o mesmo que renuncie é chover no molhado, e no fim do mandato?
Esse presidente jamais fará isso.
Causou surpresa ao Mais Botafogo?
A mim, causou mais surpresa a surpresa do Mais Botafogo!

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Re: Reunião do Conselho Deliberativo (10/12/2013)
MensagemEnviado: 09 Abr 2014, 11:14 
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É Ronaldo,

a guerra só está começando, Bebeto ta vindo com tudo.

"Após a publicação do e-mail resposta do presidente do Botafogo Maurício Assumpção, foi a vez do ex-presidente Bebeto de Freitas se manifestar. O debate vai longe...

"Renato,

Em razão da matéria de hoje, 08/04, no seu site, gostaria de informar que estarei respondendo ao Ilmo. Sr. Presidente do Botafogo, tão logo tenha checado algumas coisas a fim de que as informações sejam precisas.

Peço que me permita um prazo para confirmá-las.

Encaminharei a tréplica na sequência.

Aproveito para manifestar minha satisfação com o debate que a sua matéria provocou, a meu modo de ver, em momento mais do que oportuno, pois às vésperas de eleições no clube, os verdadeiros botafoguenses poderão ver esclarecidos alguns fatos e escolher com maior propriedade quem melhor possa nos representar, colocando já que não sou candidato a nada..

Um abraço,

Bebeto"

Fonte: http://oglobo.globo.com/esportes/rmp/po ... 530386.asp

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Dico

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Re: Reunião do Conselho Deliberativo (10/12/2013)
MensagemEnviado: 13 Abr 2014, 20:56 
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O que está ruim pode piorar


Prezado sócio do Botafogo de Futebol e Regatas,

Caem as cortinas do espetáculo, mas os artistas não retornam. Alguém diz que apressadamente sairam de cena. O que se ouve são apenas desculpas e lamentos. Desculpas esfarrapadas. Lamentos de fingimento. E como prêmio pela pífia atuação recebem a lanterna de lata, nas cores preta e branca. O que houve? O que aconteceu?

Não perdemos ontem, ou hoje. Perdemos lá atrás. Perdemos porque há seis anos não temos uma administração séria, competente, disciplinada. Há seis anos não temos uma diretoria que apresente um planejamento eficiente, com metas a serem alcançadas. Se erros existiram, os mesmos deveriam ser corrigidos, pois serviriam de exemplo.

No entanto não foi isso que assistimos. Em apenas três (03) meses fomos alijados de duas competições. Uma delas representaria um bicampeonato estadual, título que não temos há vinte e quatro anos. Na outra, a sua continuidade, nos traria uma visibilidade maior e consequente exposição em todos os sentidos.

Mas esses fatores não são importantes quando se tem uma diretoria omissa e incompetente. Dirigentes que não sabem ou não conhecem futebol. Assistente técnico primário, que é guindado a um posto de comando maior do futebol profissional sem nenhuma experiência. Jogadores contratados através de empresários que exercem influência no clube, que, além de nos enfiarem goela abaixo atletas em fim de carreira, sem nenhuma identificação com o clube, o fazem com o único propósito de obterem ganhos financeiros.

Onde estava o Presidente quando o Botafogo era atropelado pelo San Lorenzo ? Onde estava o Vice de Futebol ? E o Vice Geral ? Por que nenhum deles foi à Buenos Aires apoiar os atletas que jogavam com salários atrasados ?

Tudo isto ocorre sob a orientação e concordância do dirigente principal da instituição Botafogo de Futebol e Regatas, o presidente Maurício Assumpção.

Instituição que vem sendo muito mal tratada, muito mal dirigida. Sobre ela caem todo tipo de problema, seja de ordem financeira, trabalhista, fiscal, etc... Pobre Botafogo…. Que fizestes para ser tão mal tratado? Por que nós, nossos filhos, nossos netos têm que chorar pelos sucessivos fracassos, derrotas humilhantes? Nossas tradições estão sendo esquecidas, como se estivessem sido apagadas. Não mais existem.

Se o Conselho Deliberativo permitir a continuação dessa administração, estaremos dando um grande passo para retornarmos à segunda divisão do futebol brasileiro, e aí será o ápice do caos, do fracasso, da total incompetência.

Saudações Alvinegras

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Re: Reunião do Conselho Deliberativo (10/12/2013)
MensagemEnviado: 13 Abr 2014, 20:59 
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As colocações feitas pelo MAIS BOTAFOGO são verdadeiras e válidas.
No entanto, a meu ver, tudo isso é CONSEQUÊNCIA.
Onde está a CAUSA?
O MAIS BOTAFOGO generaliza falando do Conselho Deliberativo, como um todo, mas acredito que nem todos sejam coniventes com esse estado de coisas.
A CAUSA, a meu ver, está dentro do CORPO PERMANENTE!
Posso estar enganado? Até posso, mas se o CORPO PERMANENTE não fosse conivente com tudo isso já teria desde antes, muito antes, impedido uma série de situações que foram decididas pelo atual gestor onde o Estatuto foi rasgado. Se ele tomou as atitudes que teve foi com autorização e conivência desse órgão, não foi não? Que poder todo tem esse presidente a ponto de prejudicar a imagem do clube? Imagem é patrimônio e o que afeta o patrimônio tem que ser questionado e bloqueado pelo CD, não é isso?
Por que insisto na culpa única e exclusiva sobre o CORPO PERMANENTE?
Porque se não fossem culpados diretamente, já teriam resolvido essa questão de um presidente eleito no Conselho Diretor levar para dentro do Conselho Deliberativo as outras 126 cadeiras de sua chapa para conselheiros que, inegavelmente, vão votar SEMPRE a seu favor. Esse Estatuto é um absurdo!

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Ronaldo Freitas de Souza
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Re: Reunião do Conselho Deliberativo (10/12/2013)
MensagemEnviado: 16 Abr 2014, 09:52 
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Reunião do Conselho Deliberativo de 15/04/2014 (Em Tempo Real)
terça-feira, abril 15, 2014

A reunião é extraordinária, isto é, tem tema específico. Não tem, por exemplo, o item assuntos gerais, tradicional nas reuniões ordinárias.

A motivação desta reunião é o contrato que permite a uma empresa alugar o campo de General Severiano para quaisquer pessoas.

19:47: panorama atual.

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19:50: o presidente do Conselho Deliberativo, José Luiz Rolim, educadamente pede que os não conselheiros deixem a quadra e vão para a arquibancada.

19:53: após o hino, presidente do CD, José Luiz Rolim, abre a reunião e insiste para que os não conselheiros se retirem. Diz que o contrato se enquadrava num item do Estatuto que motivou a convocação da reunião extraordinária, e chama o presidente Maurício Assumpção.

19:55: Maurício Assumpção: esse projeto, que é de modernização do espaço da sede, tem uma questão jurídica, do contrato com uma empresa, se é uma questão de operação ou de locação do espaço. Entendo então, que para encerrar essa questão, estamos encerrando o contrato de operação, e o projeto então será feito e operado pelo próprio Botafogo.

19:57: Rolim: se o presidente afirma que está rescindindo o contrato que motivou a reunião...

Maurício: em no máximo dez dias o Conselho Deliberativo terá a rescisão em mãos.

Rolim: propõe que o Conselho Deliberativo vote para referendar a rescisão do contrato, mesmo antes desta rescisão ser apresentada.

Conselheiros: questionam que antes querem saber detalhes, como uma eventual multa rescisória.

Rolim: o presidente explicará isso posteriormente, pois agora reconheceu que pelo Estatuto não deveria ter assinado.

Rolim põe em votação simbólica e rescisão é aprovada.

Maurício Assumpção: existe uma questão técnica. O engenheiro agrônomo, o mesmo do Engenhão, relata algumas coisas. Esse gramado hoje não é utilizado pela equipe profissional, estando portanto subutilizado. A ideia é substituir essa grama por uma grama sintética padrão Fifa. O projeto contempla vestiário, loja, etc. Além dessa utilização, o Botafogo voltaria a ter as escolinhas, que não puderam continuar na grama natural por falta de manutenção. Nos finais de semana, os sócios poderiam utilizar gratuitamente.

Além disso, durante a semana haveria o aluguel, da mesma forma que há hoje no campo menor, onde as pessoas após o jogo já fazem churrasco, vão ao restaurante, confraternizam, mas dentro das regras estabelecidas, tais como não poder usar camisas de outros clubes.

Seriam três campos de grama sintética e outros menores, mas sempre que o profissional precisasse poderia usar o campo, pois as divisórias seriam removíveis.

É um contrato de melhorias na sede para os sócios, como os outros clubes do Rio tem, com recursos específicos para uso no social, sendo parte no Sacopã. Se o projeto for executado na sua plenitude, será dessa forma.

Quero me desculpar por ter feito o contrato de operação diretamente sem passar pelo CD, se ficaram chateados me desculpem, pois não foi essa a intenção do Conselho Diretor.

20:06: Rolim diz que até poderia encerrar a reunião, dados a rescisão e os esclarecimentos. Mas há oradores inscritos.

20:07: um conselheiro discursa em favor do projeto, destacando a importância.

20:08: Conselheiro Arthur Rodrigues: diz que discorda radicalmente do projeto. Diz que há muitos anos atrás esse projeto já foi tentado, houve grande discussão e não passou. Relembra que havia três propostas para o uso do complexo de Genral Severiano, mas que a sua era a única que contemplava o campo, inclusive tendo contratado um arquiteto para isso.

Discorre sobre a importância deste campo para o Botafogo, sua história, cita Copa do Mundo, relaciona o falecimento de Nilton Santos e a Copa no Brasil para dizer que é "impensável" General Severiano sem o campo.

Diz que essa diretoria tem o mérito de ter feito um trabalho de acompanhamento dos ex-jogadores, fala do túnel do tempo de Genral Severiano, e destaca a importância de manter o futebol em General Severiano.

Diz que a sede tem muito espaço vazio, que foi mal desenhada pelo arquiteto, mas que Garrincha e Nilton Santos jogaram aqui, que vimos aqui todos aqueles que jogaram no Maracanã. Que pode ser romantismo, mas que Botafoguense sem romantismo não é Botafoguense.

Continua discorrendo sobre tradição, saudosismo e outros sentimentos para defender a permanência do futebol na sede. Fala da história e questiona o que será da sede sem o campo.

Continua se repetindo na mesma linha...

20:16: Carlos Augusto Montenegro:

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Diz que é uma sessão nostálgica, lembrando a reunião de 20 anos atrás. Mas que hoje estamos igual a 20 anos atrás. Temos Caio Martins, temos Marechal Hermes, mas não usamos porque há obras, etc. Temos um terreno no Recreio, que também não conseguimos usar. Temos o terreno doado por dona Teresa, mas que ainda não pode ser usado. Temos o campo de General Severiano, mas que é muito duro. E uma correção: Nilton Santos e Garrincha nunca jogaram em cima de um Shopping. Hoje também temos o Engenhão mas não temos o Engenhão.

Respeito a posição das pessoas que são saudosistas. Não há CD nenhum no momento que diga onde o time deve jogar, treinar ou se concentrar, pois isso é atribuição do presidente. CD não tem que dizer como deve ser isso. Mesmo assim, pelo projeto a concentração continuaria na sede, e os jogadores continuariam tendo contato com os sócios. Diz que sabe que o tema é polêmico, ainda mais em ano eleitoral.

Acha que pode sim ser transformado em três campos, mas que tem gente que deve ficar o campo lá é virar um museu. Sobre entrada e de torcedores de outros times, diz que já é assim nas escolinhas, em que nem todos que as freqüentam são Botafoguenses, mas que há regras que devem ser cumpridas.

Defende que seja discutido pelos sócios o que deve ser feito daquele espaço. Antes não havia Engenhão, era outra época. O saudosismo, a história é importante, mas não podemos viver somente disso, pois precisamos pagar as contas.

A proposta é que isso seja votado em novembro, se o espaço pode ser usado por outras pessoas ou ficar um museu.

20:25: Cláudio Good: diz que se manifesta com tristeza, pois é saudosista sim. Diz que concorda com o benemérito Arthur, que tirar o campo da sede vai contra a história do Botafogo. Sabe que é preciso pagar as contas, mas que não precisa disso.

Conclama todos a pararem de apenas criticar e pede que sejam apresentados projetos. Que Garrincha e Didi não jogaram sobre o Shopping, mas ainda é o campo do Botafogo.

Critica a falta de transparência do contrato, de quanto são é para onde vão as receitas. Questiona como será paga a rescisão, e de quanto ela é. Propõe que se vote logo hoje no CD se querem o projeto ou não, pois o Estatuto permite isso.

Rolim: diz que para votar essa questão,seria necessária reunião específica, que pode até ser convocada hoje.

Good: diz que pelo Estatuto pode ser votada hoje sim essa questão.

Rolim: diz que desconhece que item do Estatuto permite isso e pede que seja esclarecido.

Good chama Gustavo Noronha, do Mais Botafogo, para esclarecer, pois ele seria quem observou essa possibilidade no Estatuto.

Rolim questiona a ausência de Noronha, e diz que apenas conselheiros podem falar.

Gustavo Noronha aparece.

Rolim diz que não pode ser votada matéria diversa da convocação porque prejudica os conselheiros ausentes.

Anderson Simões questiona o fato do CD ter acabado de votar a aprovação da rescisão do contrato, quando a reunião seria para que fosse explicado o contrato, e não votada uma rescisão.

Rolim alega que a reunião perdeu o objeto quando o presidente anunciou a rescisão.

Segue a discussão, mas Rolim mantém a posição.

20:36: André Barros, do MCR: diz que na partida o contrato nunca existiu, uma vez que pelo Estatuto o presidente jamais poderia tê-lo assinado, pois só pode ser decido pelo CD.

Diz que só estamos aqui na sede, que o Botafogo só existe por causa do futebol, discorre sobre a história do clube, diz que alugar campo de pelada transforma o clube no Aterro.

Discorre sobre a necessidade do sócio-torcedor com direito a voto, da necessidade de participação do torcedor que faz o clube grande, do problema do clube ser muito fechado e pouco acessível.

Reforça que o importante para o clube é o futebol, que não pode sair da sede.

20:41: Rolim corrige Andre explicando que o campo não é oficial.

20:42: Conselheiro Edson, do Mais Botafogo: diz que no contrato não consta o custo da implantação da grama sintética, que esse contrato não foi apresentado aos conselheiros. O Conselho Fiscal pediu ao jurídico informações e viu que seria em torno de 835 mil reais o custo do Botafogo para reformar o campo.

E como disse o Good, o contrato já foi assinado e há uma multa rescisória a pagar. E quem vai pagar? Diz que Botafogo não deve pagar essa multa, e caso haja futuramente qualquer prejuízo jurídico, que o presidente arque com a multa.

20:45: Ricardo Braga, vice de patrimônio se manifesta fora do microfone.

20:46: Rolim diz que Braga solicitou aplicação de dispositivo que diz que se três conselheiros se manifestarem sobre mesmo tema, e não havendo outros tema posterior, um conselheiro pode solicitar o encerramento da reunião, e cabe ao presidente do CD decidir.

Rolim decide que todos os oradores inscritos poderão falar, e mais ninguém, e então será encerrada a reunião.

Diz que a reunião já perdeu seu objeto, e sendo extraordinária, nenhum outro tema pode ser debatido.

20:48: Paulo Marcelo Sampaio, do MCR: lê texto de seu blog, falando sobre 1957, em que foi anunciada a obra de General Severiano, e discorre sobre a história do clube em relação a campos. Venda da sede, Marechal Hermes, Caio Martins, as dificuldades, etc.

20:53: Vinicius Assumpção, candidato a presidente do MCR: diz que já era conselheiro em 1993, quando Carlos Eduardo e Montenegro foram eleitos beneméritos, mesmo contrato Estatuto por falta de tempo para tal, tendo o recurso contra sido derrotado.

Diz que os mesmos que votaram em 1993 pelo fim do campo para os profissionais, agora defende ardorosamente a permanência do futebol profissional na sede.

Elogia o presidente Maurício por reconhecer o erro e voltar atrás, mas diz que não viu nenhum dos críticos apresentar um projeto alternativo. Diz que vai ficar um campo ocioso e a sede perdendo receita.

Diz que um assunto muito mais importante, o do sócio-torcedor com direito a voto, é ignorado, e fala da importância de abrir o clube.

E pede projetos que tornem a sede viável e rentável.

20:57: Benemérito Manoel Renha: diz que é natural o tema ser tratado com paixão, mas que pretende ser mais frio. O CT foi inaugurado em 2004, e nessa gestão foi inaugurada a sala Armando Nogueira. Fala da pesquisa do Sportv que pôs o CT do Botafogo em 10º, tendo perdido ponto exatamente na questão do campo.

Posteriormente passou a usar o Engenhão para complementar trabalhos em campo maior. Diz que hoje a maioria dos treinos é feita em campo reduzida, que no máximo uma vez por semana é feito coletivo em campo oficial.

Hoje também não é possível fazer treino em tempo integral no Engenhão por falta de alojamento. Não tem como liberar o grupo no almoço para se representar à tarde. General Severiano permite isso, com alimentação controlada.

Quem pegar a planilha de treinos verá que o Botafogo só tem treinado em meio período, o que pode ter afetado o desempenho da equipe.

Sobre a fama do campo de General Severiano ser duro e provocar lesões, diz que não há registro de nenhuma lesão por conta do gramado de General Severiano, mas que há vários registros de atletas com contusão grave por causa dos gramados do Maracanã e do Engenhão.

Além disso, como o lembrou Montenegro, em 2016 o Engenhão fica retido para a Olimpíada, e o Botafogo pode vir a ficar sem ter onde treinar.

Diz que apóia a saída do time da sede quando houver um CT. Sem isso, o campo de Geneal Severiano é fundamental para o profissional.

21:04: Conselheiro Gustavo Noronha, do Mais Botafogo: três conselheiros, um deles do Conselho Fiscal, entraram com ação cautelar obrigando o presidente do Conselho Diretor a explicar por que assinou o contrato sem passar pelo CD.

Acrescenta à fala de Renha o fato de que peladas até tarde podem atrapalhar a concentração dos jogadores por conta do barulho e do movimento. Os ganhos com essa receita nova podem ser compensados pelos custos com concentração externa.

Diz que o contrato foi assinado pelo presidente "com excesso de mandato", não tendo portanto validade o contrato nem a votação do CD. Será rescindido da mesma forma que foi assinado.

Diz que o projeto precisa ser discutido, apoiando proposta de Cláudio Good. Lê o artigo do Estatuto que permite que assunto relevante que não conste da convocação possa ser votado pelos presentes, se a maioria assim decidir.

Rolim diz que concorda que a rescisão é de quem assinou, mas que o CD precisa ver os termos dessa rescisão, que será distribuída a todos assim que o presidente a enviar ao CD. Entende, portanto, que deve ser convocada nova reunião depois de receber o documento.

Gustavo Noronha alerta para a urgência dessa apreciação pelo risco da criação de um "fato consumado", isto é, ao longo dos dez dias pedidos pelo presidente a obra pode continuar sendo tocada e o clube ter prejuízo dos 835 mil informados pelo jurídico ao CF, além do "fato consumado" que seria a obra em si.

Explicação: há dois contratos. Um da obra no campo, custeado pelo Botafogo, no valor de 835 mil reais. O outro terceiriza a operação dos campos de grama sintética. Esse sim é o motivo da reunião, dos questionamentos e da ação cautelar. O outro contrato, o da obra, pode continuar normalmente durante esse período de dez dias proposto por Rolim para que se aguarde a rescisão do contrato de operação.

Rolim pede voto de confiança ao presidente Maurício, que disse que rescindirá e portanto cessarão obras e custos. Pede para aguardar a rescisão.

Gustavo Noronha volta a dizer que o poder de decidir se vota tal tema ou não é do plenário do CD, não da mesa diretora.

Rolim mantém a decisão de não votar hoje.

Um conselheiro acusa Rolim e de estar decidindo sozinho.

Rolim se justifica dizendo que o assunto não estava na convocação.

Conselheiros reafirmam o que disse Noronha, que o Estatuto permite sim a votação de tema relevante que originalmente não estava na pauta.

Rolim reafirma de forma veemente que mantêm a decisão e pede ordem.

21:19: Benemérito Carlos Eduardo, do Mais Botafogo: pede a votação do assunto hoje pelo CD, e pede homenagem ao ex-presidente Mauro Ney Palmeiro, hoje presente como benemérito, que em 1993 deu ao CD a decisão de aprovar ou não o projeto para a sede, que então se discutia.

Compara com Maurício, que na ultima reunião nada falou sobre o tema, e dias depois um trator entrou destruindo o campo, sem que o CD soubesse de nada.

Diz que a simples rescisão não é suficiente. Que a infração está cometida, "tem nome e endereço" estão aqui presentes", e as pessoas devem assumir as responsabilidades, pois houve "excesso ele mandato".

Critica os que dizem que deve ser aprovado "por falta de projeto melhor". Diz que não há projeto, que as coisas precisam de plano de negócios. Que não basta a rescisão, que é preciso responsabilização dos autores deste ato.

Rolim fala sobre a ação na justiça que obriga o presidente a se explicar em três dias, e pede para CD aguardar tais explicações.

Gustavo Noronha explica que a ação cautelas é sobre o contrato assinado para operação do campo, mas não sobre o outro contrato, o da obra, continua vigente, e se executada a obra, estará criado o fato consumado.

Anderson Simões, do Mais Botafogo: pede que o presidente pague a conta da rescisão, se houver.

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A reunião é encerrada por José Luiz Rolim, mas após o hino, um princípio de confusão.

O benemérito Antonio Carlos Mantuano agridiu o vice-presidente Paulo Mendes, e depois continuou a gritar contra o vice. Rapidamente a confusão foi apartada.

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