Todos os horários são GMT - 3 horas




Criar novo tópico Responder  [ 5 mensagens ] 
 

Planos dos candidatos a presidência do Botafogo
Autor Mensagem
MensagemEnviado: 09 Set 2014, 17:23 
Avatar do usuário
Offline

Registrado em: 23 Fev 2011, 17:26
Mensagens: 1422
Localização: Rio de Janeiro - RJ
Nome Abreviado: RonaldoFdeSouza
Abaixo coloco em tela, para análise dos leitores, a entrevista dos candidatos a presidência do Botafogo feita pelo Thiago Ribeiro Guedes no site Fala Glorioso. Foram apresentadas em duas etapas.

Thiago Ribeiro Guedes é estudante de Publicidade e torcedor saudável do Glorioso. Viu jogar Túlio Maravilha, Loco Abreu, Maurício e Gottardo. Quase viu Nilton Santos, Paulo César Caju, Didi, Gerson, Amarildo, Jairzinho e Zagalo. E agora vê Seedorf jogar. Como não ser botafoguense?

Na minha opinião fez um bom trabalho com perguntas abrangentes, claras e objetivas!

***


EXCLUSIVO: Candidatos à presidência do Botafogo são entrevistados pelo Fala Glorioso
Postado em 05 set 2014By : Thiago Ribeiro
Comentário(s): 7 Tag: botafogo, carlos eduardo pereira, eleições, marcelo guimarães, presidente, Vinicius Assumpção
POR THIAGO RIBEIRO GUEDES
05/09/2014

O Fala Glorioso deu início a uma série de entrevistas com os candidatos à Presidência do Botafogo FR, em que nós abordamos questões polêmicas do clube, planos e projetos de campanha e outros temas que envolvem o Glorioso. Participaram da entrevista os candidatos Marcelo Guimarães (do Grande Salto), Carlos Eduardo Pereira (Mais Botafogo) e Vinícius Assumpção (Vinícius Presidente).

10647610 1461776270763662 757153253 n EXCLUSIVO: Candidatos à presidência do Botafogo são entrevistados pelo Fala Glorioso. Ao todo, 13 temas foram desenvolvidos e todos os candidatos puderam expor seus pensamentos, apresentar soluções e falar sobre os projetos que eles consideram prioritários se forem eleitos. Os candidatos ainda tiveram 1 tema livre.

Nessa primeira parte da entrevista, falamos sobre Centro de Treinamentos, políticas dentro do clube, General Severiano e dois dos temas mais polêmicos envolvendo a atual gestão do clube: o fechamento do Engenhão e a crise financeira.

Abri a entrevista com a chance de que todos os candidatos pudessem falar sobre suas ‘raízes botafoguenses’ e fizessem suas apresentações ao torcedor botafoguense. Carlos Eduardo Pereira, é administrador de empresas. Vinícius Assumpção é Secretário de Desenvolvimento Econômico Solidário da Prefeitura do Rio de Janeiro, e Marcelo Guimarães é diretor da empresa Vértice Comunicação e Qualificação.

Todos são botafoguenses mesmo. Carlos Eduardo é filho de botafoguenses, casado com uma botafoguense que conheceu em General Severiano e tem um cachorro chamado Biriba. Vinícius é um dos conselheiros mais jovens da história do Botafogo e desde jovem acompanha o clube pelo Brasil a fora. E Marcelo Guimarães é neto de Julio Guimarães, filho de Aguinaldo Guimarães e de Hecy Camillo Guimarães e pai de Manuela Guimarães, todos Botafoguenses.

Confira na íntegra a entrevista completa:

THIAGO RIBEIRO (FALA GLORIOSO): Boa tarde, candidatos. Primeiramente agradeço pela atenção e pela participação na entrevista.
Sabemos que o torcedor, principalmente o botafoguense, gosta que o comando do seu clube seja feito principalmente por pessoas com ‘raízes botafoguenses’. Antes de abordar os temas de campanha e projetos, queria que os Srs. falassem um pouco das suas trajetórias pessoais e suas histórias dentro do clube.


CARLOS EDUARDO PEREIRA: Tenho 56 anos, sou empresário, filho de botafoguense, casado com uma botafoguense que conheci em General Severiano e já frequentava nossa sede desde os primeiros anos de vida, convivendo com os craques dos anos 60. Me envolvi com a política do Clube no começo dos anos 80 e tornei-me Conselheiro quando da eleição de Emil Pinheiro e assim tenho sido, desde então.
Nossa volta a General Severiano sempre foi um grande sonho pessoal. Participei da luta pelo tombamento da sede e tive o privilégio de ter sido o autor da proposta de criação da Comissão para Volta no Conselho Deliberativo e participei dos trabalhos desta Comissão que nos trouxe de volta.
Fui VP Administrativo pelas próximas gestões, quando ganhamos a Copa Conmebol, em 1993 e VP Geral na de Carlos Augusto Montenegro, quando ganhamos o Campeonato Brasileiro de 1995.
Fui eleito Benemérito em 1994, participo ativamente da vida do Clube e concorri, representando a Chapa MAIS BOTAFOGO às eleições de 2011, obtendo quase 30% dos votos. Daí em diante, seguimos alertando os Conselheiros e associados botafoguenses para os dias difíceis que estavam por vir, fruto da incapacidade gerencial desta Diretoria

MARCELO GUIMARÃES: Sou carioca, neto de Julio Guimarães, filho de Aguinaldo Guimarães e de Hecy Camillo Guimarães e pai de Manuela Guimarães, todos Botafoguenses.
Sou formado em Administração de Empresas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, com especialização em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas e Marketing Digital pela Escola de Comunicação e Design Digital do Instituto Infnet.
Atualmente dirijo a Vértice Comunicação e Qualificação. Sou palestrante, consultor de planejamento e gestão, especialista em elaboração de projetos corporativos, conferencista e professor da cadeira de Marketing Avançado do MBA “Gestão Esportiva” da Trevisan Escola de Negócios.
Durante pouco mais de 3 temporadas atuei como Diretor de Marketing do Botafogo de Futebol e Regatas do Rio de Janeiro, mas antes de chegar ao Botafogo, trabalhei como executivo de grandes grupos nacionais e internacionais, dentre eles: C&A Modas, Aladdin Industries, Nutrícia Dietil, Scott Papper e Laboratório Merck Darmstad.
Em 2011 fui um dos 5 finalistas do prêmio Profissional de Marketing de Clubes do ano, promovido pela Pluri Consultoria e a Agência FanClub e atualmente circulo o país com a minha nova palestra: PAIXÃO S.A. Marketing, Criatividade e Inovação, inspirada no livro Paixão S.A. Como anda o marketing do clube do seu coração?

VINÍCIUS ASSUMPÇÃO: Sou formado em Administração de Empresas e Economia, atual Secretário de Desenvolvimento Econômico Solidário da Prefeitura do Rio de Janeiro, ex-presidente do Sindicato dos Bancários do Rio, umas das maiores e mais importantes entidades sindicais do país, um dos conselheiros mais jovens do Botafogo, membro atual do Conselho Deliberativo do clube, também nas duas gestões do ex-presidente Bebeto de Freitas. Fiz parte da comissão de volta a General Severiano. Nunca fiz parte de qualquer direção oficial do Botafogo e, mesmo assim, venho dentro das minhas possibilidades, ajudando o clube em diversas gestões. Membro do Movimento Carlito Rocha, grupo político interno. Tenho grande presença na arquibancada, onde fui membro das torcida CopaFogo, refundador da Torcida Jovem e presidente da Força Independente. Até hoje estou nas arquibancadas em todos os jogos e sei como ninguém, o que a torcida sente e espera de uma nova gestão.

THIAGO RIBEIRO (FALA GLORIOSO): Mas por que querem ser presidente do Botafogo?

CARLOS EDUARDO: Certamente ocupar este cargo é um privilégio para qualquer botafoguense. Mas minha indicação veio de um consenso dos membros do MAIS BOTAFOGO e pode ser considerada como um desdobramento natural de nossa participação das últimas eleições. Não é uma candidatura hermética, pois o nosso Grupo sempre está aberto ao diálogo e para composições construtivas, na busca do melhor
para o Clube. Entretanto, gostaria de deixar registrado que, com esta gestão, não há composição possível.

MARCELO GUIMARÃES: A primeira justificativa vem da razão. De todos os atuais pré-candidatos, sou o único a ter ocupado um cargo de executivo remunerado no clube e isso me deu a absoluta convicção de que é possível mudar, desde que mudemos o modo atrasado de fazer política no Botafogo. Sou especialista em gestão e em elaboração de projetos corporativos, com foco em estruturação organizacional e geração de receitas. Se eleito, provavelmente serei o primeiro profissional de mercado a ocupar esse honroso cargo e me sinto preparado para esse duríssimo desafio.
Pelo viés de emoção, presidir o clube que aprendi a amar já com meu avô, é uma recompensa que a vida me proporcionará. Ainda me lembro quando muito criança entrei com minha família de Botafoguenses para assistir aquelas estrelas da geração 6768 desfilar em campo. De lá para cá, vivo intensamente nosso clube e alimento uma paixão que certamente, juntamente com preparo e razão, será o combustível desse grande desafio.

VINÍCIUS ASSUMPÇÃO: O Botafogo precisa reunir os grandes alvinegros, mudar a mentalidade atual e implementar um amplo e democrático processo de transformação no seu cotidiano. Precisamos ligar os elos da corrente que nos levará de volta ao topo do futebol brasileiro. Depois daquela eliminação da Copa do Brasil, resolvi que precisava agrupar todos aqueles que querem uma mudança radical, com uma gestão profissional, transparente, ética e democrática. Se isto não for feito imediatamente, em breve poderá ser tarde demais. Tenho total certeza que posso liderar este processo, usando a minha principal habilidade, que é o diálogo.

THIAGO RIBEIRO (FALA GLORIOSO): Nas eleições passadas, os candidatos Carlos Eduardo e o Maurício tinham planos parecidos quando o assunto era General Severiano e Centro de Treinamento. Os dois queriam tirar o futebol profissional de General Severiano. Gostaria que falassem um pouco mais sobre esse tema e, aproveitando, o CT de Marechal Hermes vai se tornar realidade? Em quanto tempo?

CARLOS EDUARDO: De fato, permita-me discordar da pergunta, pois não tínhamos planos parecidos quanto ao Centro de Treinamento. Existia uma diferença fundamental: enquanto a situação falava em vários centros de treinamento, com os campos do Engenhão, a manutenção de General Severiano para treinos esporádicos, o Caio Martins para treinos de profissionais/juniores e Marechal Hermes para as divisões de base, sempre defendemos a criação de um centro de treinamento único,integrando os profissionais e as divisões de base, fazendo assim uma sinergia entre esses dois setores para uma completa verticalização do Departamento de Futebol e melhor adaptação dos métodos de treinamento dos atletas, quando da passagem de categoria.
Essa medida é praticada pela maioria dos grandes clubes do mundo, e também reduz custos de maneira significativa, otimizando nossos conhecidos parcos recursos. De certo forma, foi uma sorte que as diversas “pedras fundamentais” lançadas pelo atual Presidente ao longo de seis anos, não tenham resultado na construção de nenhum CT, pois isso poderia ter significado o investimento em uma estrutura excessivamente cara e ineficiente.
Certamente que é uma meta a construção do nosso CT, mas dentro da visão de integração entre base e futebol profissional em um único lugar. Marechal Hermes não é o lugar mais apropriado para esse projeto e teremos que trabalhar para o estabelecimento de parcerias que nos permitam implementá-lo.
General Severiano representa toda a nossa história, tradições e sonhos.
Temos uma sede, um shopping que voltará a ser integralmente nosso em mais 30(trinta) anos, um ginásio poliesportivo, um parque aquático e tínhamos um CT bem preparado para o futebol profissional, mas o gramado foi destruído pela atual gestão, assim como as instalações de Marechal Hermes. O time principal ficou sem poder usar a estrutura dos CT’s por falta de campo. Vamos reavaliar os danos, apurar responsabilidades e ver o que será possível fazermos diante da absoluta falta de recursos do Clube.

MARCELO GUIMARÃES: Aí entra 100% da razão. Precisamos tratar as urgências, frente ao desafio da falta de recursos. Temos um CT de boa qualidade no Complexo do Engenhão, composto por dois campos oficiais e um de futebol 7 com grama sintética. Além disso, complementam esse núcleo, uma academia de bom nível, departamento odontológico, fisioterápico e médico, além de infraestrutura de atendimento a imprensa. Dentro de nossa política de respeito aos legados, isso será aproveitado. Ainda em curto prazo, enquanto utilizamos o improviso de Caio Martins, precisamos dotar Marechal Hermes de condições de voltar a receber a nossa Base. No médio prazo, é fundamental construir um CT para o profissional e outro para a Base. Para isso, vamos avaliar as melhores relações de custo x benefício, que inclui avaliarmos: a área da Prefeitura próxima a Barra da Tijuca, o terreno cedido por D. Terezinha, de saudosa memória e uma parceria com um município do Grande Rio, que já demonstram interesse em abrigar um complexo Alvinegro. Quanto ao CT de General Severiano, pretendemos no primeiro mandato, mantê-lo como um CT complementar, que permita entre outras coisas, aproximar o time dos nossos associados.

VINÍCIUS ASSUMPÇÃO: Hoje o que temos é o CT de General Severiano e o Engenhão, para o futebol profissional, acho pouco para um time que almeja chegar ao topo, mas é o que temos. O CT do futebol profissional será em um terreno em Vargem Grande, doado pela Prefeitura do Rio de Janeiro e, ainda, temos outro, também doado e que fica na região de Jacarepaguá. Vamos buscar novos parceiros através de fundo específico de investimento para esta ação, que será coordenada por algum botafoguense ilustre de fora da direção, dando assim mais transparência e credibilidade ao processo para a construção do CT do Futebol Profissional, juntamente com políticas de incentivo fiscal.
A construção do CT do futebol amador, em Marechal Hermes, é fundamental para o desenvolvimento da nossa base. Trabalhar os nossos futuros atletas de forma integral, visando criar um vínculo maior com o clube, ter a Escola Estrela Solidária de ensino fundamental e médio, com o lema “Mais do que treinar: Educar”, são ações fundamentais. A Escola será ferramenta essencial na formação dos nossos futuros atletas, que ainda terão a oportunidade de perceber a importância de jogar em um clube da grandeza do Botafogo de Futebol e Regatas. Dentro deste processo pedagógico, estaremos transmitindo valores extracampo, como a moral, ética, disciplina e coletividade.
Precisamos entender que a formação de futuros atletas representa viabilidade econômica afinal, estes jovens atletas podem se tornar um ativo importante para o clube. Vamos criar valores, desde a base do Botafogo, desenvolver uma identidade clara na forma de jogar do clube, um modelo de jogo inerente a todas as categorias, baseado nesses valores transmitidos. Dessa forma, o time profissional terá raízes e uma forma clara de jogar. Até as contratações dos profissionais da área precisam ter a identificação com este projeto de formação. Já estamos em conversas com futuros parceiros, para viabilizar no primeiro ano de gestão, a construção do CT da Base, utilizando a Lei Rouanet.

THIAGO RIBEIRO (FALA GLORIOSO): Muitos torcedores chegam a comparar a atual situação do Engenhão com a “venda” de General Severiano na década de 70. Pros Srs. , há alguma ligação política com o fechamento do estádio? E qual plano dos candidatos para o Engenhão?

CARLOS EDUARDO: A questão do Engenhão ainda está muito nebulosa e precisará ser esclarecida. A forma como a interdição do estádio ocorreu e a inércia do Clube diante dos fatos foram realmente perturbadoras. Os sócios e a torcida do BOTAFOGO merecem que tudo seja muito bem esclarecido. E podem ter certeza que tudo será apurado e divulgado. Faremos um estudo de viabilidade do Engenhão depois que soubermos
exatamente quando ele será liberado para o BOTAFOGO e se ocorrerão novas obras e/ou mais interdições para os Jogos Olímpicos de 2016. Só depois disto é que poderemos tomar uma decisão equilibrada sobre seus rumos.
Pode ser que os estudos indiquem a busca de parceiros comerciais para explorar economicamente o estádio, seja através do uso da área, do espaço publicitário ou dos naming rights, além de outras maneiras que acharmos cabíveis, razoáveis e legítimas. Certamente o contrato com a Prefeitura precisará ser rediscutido. Se a decisão for seguirmos com ele, certamente deixará de ser um estádio vermelho e neutro para ostentar as nossa cores, como fazem os grandesclubes com seus estádios em todo o mundo.
Dito isso, não deixo de lamentar pelo fato da Diretoria do BOTAFOGO não ter tomado uma posição enérgica em defesa dos interesses do BOTAFOGO.

MARCELO GUIMARÃES: Claro que a filiação do atual presidente a um partido político, impactou na sua capacidade de negociar com mais força e liberdade. Até por isso, somos contra que presidente e vice presidente geral, sejam filiados a partidos políticos. Mas por mais que circulem fatos e versões relacionados ao fechamento do nosso estádio, seria leviano de minha parte, assegurar que algo de ilegal houve nas tratativas relacionadas ao fechamento do Engenhão.
O Engenhão é uma peça fundamental em nosso quebra cabeça econômico, esportivo e financeiro. Conversei com alguns dos pré-candidatos e me surpreendeu a posição deles em relação ao nosso equipamento. Posição que ia do desdém a decisão de devolver. Sou condescendente com eles, pois por mais preparados que sejam, não conhecem a arena e seu potencial e vão ter que aprender como lidar com essa riqueza de oportunidades que desconhecem. Vamos ver o que pensam agora, depois que revelei meu entusiasmo com nossa magnífica arena.
Entendemos que para um devedor em descrédito como nós, um ativo fenomenal como aquele é fundamental. Eu sei como fazê-lo funcionar e render, porque já fiz. Só que agora será diferente, pois com a reabertura do Maracanã, o ambiente é outro.
De cara, vamos transformá-lo finalmente na Casa Alvinegra. Uma customização temporária antes de Olimpíada e uma, depois do grande evento e pelo tempo do contrato, finalmente transformará o Engenhão na nossa casa, na Casa dos Botafogueses. Precisamos fazer nossa imensa torcida se apaixonar pelo nosso estádio. Áreas com preços populares e programas de Sócios especiais serão a base dessa ocupação. Fico muito a vontade em relação a esse assunto, pois tudo que lhes relato aqui, está descrito no vídeo do Grande Salto que circula na internet já fazem 5 meses.
Tomaremos as seguintes medidas em relação a nossa magnífica arena: Projetos incentivados irão financiar sua operação e o seu custeio, através da Mostra Olímpica, do Parque Olímpico e da Mostra Nilton Santos. Faremos um melhor aproveitamento turístico e social, utilizando sua estrutura para locação e parcerias. Vamos definir de modo claro e profissional, espaços para realização de ações de merchandising, degustação e sampling de produtos. Através de parceria ou diretamente, vamos aproveitar o menor número de jogos, para realizar de mega shows a shows menores, setorizados, que podem ser realizados inclusive antes dos jogos, assim como fizemos em 2011 com o Grupo Revelação. Vamos finalmente definir espaço para a realização de feiras de negócios e eventos terceirizados, um objetivo que nunca pudemos implantar quando estivemos no clube.
Depois da Olimpíada, em parceria com uma grande rede de restaurantes, construiremos uma pequena Sede Social Olímpica, para estabelecer relacionamentos com o entorno, com Sócios que só poderão frequentar essa sede e dar mais opções para os atuais Sócios Proprietários, que além de General Severiano poderão frequentar esse novo espaço de convívio e lazer.
Além disso, trabalharemos de modo agressivo e profissional a venda de espaços publicitários, divididos em circuitos pela arena (propriedades externas e internas), Cadeiras Cativas e Lounges corporativos
Precisamos imediatamente após a posse, acompanhar a dinâmica olímpica. Buscar obter os melhores legados possíveis da reforma pela qual passará, segundos nossos interesses, já que depois de utilizarmos nossa arena em 2015, ela volta a fechar para a Rio 2016 e só retorna para nós em 2017. E volta como a “joia da cora”, a Arena Olímpica Oficial, com enorme visibilidade e prestígio internacional e com ampliada capacidade de geração de receita. O Engenhão será o Palácio Alvinegro.

VINÍCIUS ASSUMPÇÃO: Chegou a hora de fortalecer os laços com o Engenhão, de transformar o estádio na verdadeira casa alvinegra, criando uma identidade visual que tenha relação com o clube. Temos que facilitar o acesso ao estádio, buscando uma interlocução com o Poder Público (Prefeitura e Estado), a Super-Via, Metrô, Fetranspor e o Norte Shopping. Precisamos colocar transporte público direto de diversas regiões da cidade que facilitem a chegada dos alvinegros ao seu estádio. Para aqueles que utilizam transporte próprio, buscar soluções para de facilitar o estacionamento e, a partir dele, propiciar um transporte até o estádio. Dedicar entradas exclusivas para o Sócio Torcedor e o Sócio Proprietário. Enfim criar facilidades para que o jogo do nosso amado Botafogo, seja um evento em família. Mas o fundamental é a torcida abraçar e entender que sem ela não iremos a lugar nenhum, ela é o elo principal da corrente que irá nos puxar desta situação e nos levar de volta ao topo do futebol brasileiro. Vamos mostrar a torcida que neste momento inicial, ela será o nosso craque nos estádios. Não posso afirmar se houve outros interesses para facilitar os contratos do Maracanã, o que sei é que o Prefeito Eduardo Paes, tem em suas mãos, um laudo indicando uma pequena possibilidade de acidente com a cobertura do Engenhão, então como prefeito da cidade a ele não restou outra alternativa. O que acho é que faltou a direção buscar seus direitos à época e somente agora foi decidido seguir buscando por esta possibilidade.

THIAGO RIBEIRO (FALA GLORIOSO): A política, infelizmente, sempre caminha pro lado de ataques pessoais. Isso muitas vezes acontece inclusive dentro do clube. Qual opinião dos Srs. a respeito e, em caso de vitória da chapa , a mesma vai estar aberta a diálogo com pessoas das chapas concorrentes?

CARLOS EDUARDO: Da parte do MAIS BOTAFOGO, posso garantir que os ataques pessoais jamais ocorrerão. A classe dos dirigentes dos Clubes de Futebol já está tão desacreditada que precisamos transformar as eleições numa clara apresentação de propostas e serviços prestados, resgatando alguma credibilidade e permitindo que o quadro social possa escolher com a devida segurança.
Nossa Chapa estará aberta ao diálogo com os membros de todas as outras e com os associados e torcedores em geral. No atual momento político e financeiro do clube, não podemos abrir mão dos botafoguenses que estejam prontos para ajudar e não tenham tido participação nos atos desta gestão. Obviamente que tal ajuda deve estar condicionada aos valores que regem esta candidatura e nosso Plano de Gestão, quais sejam: o compromisso com a ética e com a transparência administrativa; a responsabilidade fiscal, a eficiência na aplicação dos recursos do clube, busca e ampliação de parcerias comerciais, priorização das categorias de base do futebol e a montagem de um time combativo, dentro de nossas tradições vitoriosas do clube.

MARCELO GUIMARÃES: Completamente aberta, abrigando pessoas de bem e projetos eficientes. No Botafogo atual não existe espaço para ruptura. Na verdade, temos o que chamamos de compromissos do primeiro dia, e, entre eles, está a apresentação em detalhes do nosso projeto executivo, inclusive para os investidores de tanta tradição em nosso clube. Claro que não abriremos mão de nossas convicções básicas. Mas como essas convicções, que também estão descritas em nosso vídeo, falam em profissionalismo e respeito aos legados, sei que todo Botafoguense de bem poderá contribuir conosco.

VINÍCIUS ASSUMPÇÃO: Vamos ganhar esta eleição e retomar a história de conquistas do Botafogo.Com certeza, não só ter o diálogo, como trazer para a gestão, outros botafoguenses que estão em outras chapas ou não. Neste processo tenho dialogado com todos e fico feliz quando escuto que todos estão dispostos a ajudar nossa caminhada. Quem assumir o clube, na atual situação, terá um grande desafio e não pode ter a prepotência de achar que irá administrar o clube apenas com o seu ciclo de relacionamento. O Botafogo precisa da união dos grandes alvinegros para retornar ao seu caminho de glórias. O diálogo também tem que acontecer permanentemente com os poderes internos do clube, como o Conselho Deliberativo. Esta é a minha principal característica, o diálogo!
Mas não sou daqueles que ficam só atirando pedras, quero olhar para frente e construir uma nova história para uma nova geração de pequenos alvinegros, que querem ter ídolos e grandes conquistas.

THIAGO RIBEIRO (FALA GLORIOSO): Qual setor do clube merece um tratamento prioritário?

CARLOS EDUARDO: Sem dúvida alguma é o setor financeiro. O BOTAFOGO hoje encontra-se em estado de insolvência de fato, e isso precisa ser revertido o mais rapidamente possível.
Em seguida, o futebol como um todo, da base ao time principal e a captação de novos recursos e patrocínios, sem os quais nada se consegue.
Algumas ações que consideramos essenciais para o futebol:
- Tratamento prioritário das divisões de base, não apenas como fonte de receita, mas como uma alternativa de baixo custo para montar uma equipe competitiva. Para isso, será fundamental aprimorar o processo de
descoberta de novos valores, bem como uma política transparente no tratamento com empresários e procuradores, que os bônus e ônus das transações sejam divididos de uma forma justa, que preserve os
legítimos interesses do clube.
- Estudar e estabelecer uma política salarial dos atletas que diminua os riscos do clube, pagando salários fixos menores e prêmios maiores em função dos resultados. Ou seja, se o time vencer campeonatos, osjogadores poderão, inclusive, ganhar acima da média dos grandes clubes brasileiros;
- Propor, junto aos demais grandes clubes, um projeto de Liga que permita a negociação em bloco com as TVs, de modo a uma repartição mais justa dos valores entre os clubes, evitando que no futuro nossos
grandes clubes brasileiros se limitem apenas 4 ou 5. Talvez o modelo inglês seja uma boa alternativa.
- A nova liga deverá ainda estabelecer um código de ética entre os clubes de forma a evitar a competição desleal e predatória do poder econômico. Além disso, vamos propor que a Liga faça um profundo estudo da
legislação atual, que substituiu a antiga lei do passe, de modo a verificar e propor ao Senado e a Câmera modificações que equilibrem os riscos entre todas as partes envolvidas.

MARCELO GUIMARÃES: Além do atendimento a torcida e ao nosso futebol, a dívida.

VINÍCIUS ASSUMPÇÃO: Todos os setores do clube merecem uma especial atenção, mas se for escolher um, será o Futebol, por ser o carro chefe do clube e onde precisamos ter uma mudança imediata na mentalidade, além de preparar as condições adequadas de trabalho para todos os profissionais da área e quando falo nisto, incluo as divisões de base. Mas acho que o tratamento da situação financeira também faz parte dessas prioridades, afinal sem recursos o futebol não anda.

THIAGO RIBEIRO (FALA GLORIOSO): O Botafogo hoje vive um momento difícil financeiramente. O Torcedor do Botafogo sofre quando lê os problemas financeiros que o Botafogo atravessa ao longo dos anos. Sabemos que, embora seja grave, isso não é novidade alguma no clube. O Sr. considera o Botafogo um clube viável economicamente?
Qual seria a atitude para sanar ou amenizar tal situação? Esse plano de ação já existe?


CARLOS EDUARDO: A dívida do clube hoje gira em torno de 750 milhões de reais. O principal problema dessa dívida está nos juros gerado por ela. Temos três tipos distintos de dívida: fiscal, trabalhista e cível.
A dívida fiscal é a mais inflexível e de difícil negociação. Por conta de um princípio jurídico chamado de “indisponibilidade do interesse público”, não há praticamente nenhum espaço para negociação com os servidores públicos de carreira do Governo, por portaria. Toda negociação deve ser aprovada em lei. Isso cria uma gigantesca amarra para o clube. Somente com a aprovação do ProForte teremos chance de obter melhores condições, pois, como é de conhecimento público, o atual Presidente do Botafogo deixou de recolher tributos de maneira irresponsável, contando com uma grande anistia que não aconteceu. Com o parcelamento da dívida em até 25 anos, esperamos que a parcela de pagamento mensal não ultrapasse o equivalente a um milhão por mês. O Clube acaba de inscrever-se no REFIS, mas temos que aguardar se esta gestão conseguirá honrar as parcelas mensais previstas até as eleições.
A dívida trabalhista é mais flexível, mas nem tanto, pois os sindicatos e a justiça do trabalho costumam não liberar a livre-negociação no pagamento de dívidas entre patrão e empregado, especialmente quando a causa já está posta na justiça e com sentença definitiva. O ato trabalhista é uma solução, mas devemos atentar quanto aos juros cobrados pela justiça do trabalho, notadamente altos e bem maiores que a média de juros obtida no mercado financeiro. Caso a parcela mensal a ser depositada no TRT venha a ser muito alta, teremos de buscar a mesma solução a ser encontrada para as dívidas cíveis.

MARCELO GUIMARÃES: A dívida é o grande desafio e já começamos a trabalhar. Na semana passada, realizamos um seminário com a presença do Dep. Otávio Leite, autor da lei de responsabilidade fiscal. O resultado do encontro foi tão produtivo, que iremos apresentar nessa sexta feira, dia 05.09.14, uma proposta de emenda ao projeto de lei, elaborada pelo Procurador Dr. Luiz Eduardo Lessa, membro do nosso grupo, que propõe atender, além das dívidas fiscais, as dívidas cíveis, que não estão atendidas por nenhum mecanismo oficial de apoio.
Dentro de nossas prioridades, já definimos o que chamamos de medidas do primeiro dia, que incluem:
1. Apresentação do projeto executivo e das múltiplas oportunidades de investimento do clube para os investidores alvinegros e para o mercado como um todo;
2.Pedir uma audiência ao Ministro da Fazenda para comunicar oficialmente que optamos pela Lei de Responsabilidade Fiscal no Esporte ou, caso não esteja ainda promulgada, outra legislação vigente com disposições semelhante;
3. Ajustar os termos do Ato Trabalhista;
4. Entrar com pedido de recuperação judicial para os demais credores comerciais; estabelecer um Orçamento participativo 2015 para equilibrar as finanças correntes do Clube e reunir o futebol e definir hierarquia e compromissos.
5. Proceder a contratação de uma consultoria que audite com rigor e em profundidade os detalhes de nossa dívida e apoie na estruturação organizacional do clube também é um desafio prioritário.
6. Realizar uma ampla auditoria em nossos contratos, visando estabelecer uma revisão qualitativa dos acordos em andamento é outro aspecto fundamental e mais:
7. Aderir a Lei de Responsabilidade Fiscal: atualmente em tramitação no Congresso, que pacificará nossos compromissos com o governo e estabelecerá metas de governança e controle para as atividades esportivas=>soluções legais de longo prazo para as dívidas passadas e equilíbrio dos exercícios correntes;
8. Implantação ou aprimoramento do orçamento participativo;
9. Enquadramento das despesas: esforço necessário frente à nova realidade, dentro da previsão das receitas;
10. Recuperação extra-judicial: equacionar as dívidas com os demais credores;
11. Captação de recursos de investidores e todos que possam ajudar, via abertura de capital: captar junto aos investidores com apoio do NOVO MERCADO e das boas práticas de Governança Corporativa

No mais, é ampliar nossa capacidade de geração de receita, chamar para nosso convívio os ex-jogadores que ajudaram a escrever nossa história, formar um time competitivo, com gestores com histórico vencedor e alvinegro e profissionalizar de verdade, acabando definitivamente com a prática de contratar amigos e políticos sem competência para as funções remuneradas, além de firmar um grande pacto com nossa imensa torcida, razão de ser de todo esse esforço.

VINÍCIUS PRESIDENTE: Infelizmente nos últimos 40 anos, o Botafogo foi se tornando “menor” e, sem uma sequência de grandes e importantes conquistas, deixou de aumentar o seu maior patrimônio: a sua torcida! O Botafogo aumentou sua dívida financeira e diminuiu não só a sua capacidade de investimentos, mas também a sua capacidade de caminhar sozinho. Hoje o grande entrave no caminho do Botafogo é a sua atual situação financeira – a dívida já ultrapassa a casa dos R$ 700 milhões. A verdade é que o clube nunca tratou esta questão de forma profissional e transparente. É Preciso auditar a dívida e montar, com profissionais da área financeira, um programa de saneamento e apresentar ao Conselho Deliberativo, propostas que serão aprovadas e seguidas pelo Conselho Diretor. É um processo de longo prazo, mas que precisa ser iniciado e com total transparência – Pois somente assim conseguiremos ganhar o apoio de investidores e da própria torcida. Para isto será necessário, conhecer e mostrar para todos o que está sendo equacionado. O Botafogo precisa inaugurar uma nova forma de gestão no futebol brasileiro, ser pioneiro, assim vamos atrair, com certeza, novos investidores. Quem não vai querer “colar” sua imagem com um clube transparente, ético e profissional?

Na próxima segunda-feira (06/09), o Fala Glorioso trará a segunda parte da entrevista com os candidatos.
Nela foram abordados temos importantes como o programa de sócio torcedor, planos para o futebol e esportes olímpicos, além dos principais desafios das gestões dos candidatos, projetos para resgatar o torcedor do Botafogo nos estádios dentre outros assuntos.

Eleições no Botafogo: confira a segunda parte da entrevista com os candidatos
Postado em 09 set 2014By : Equipe FG
Comentário(s): 2 Tag: botafogo, carlos eduardo pereira, eleições, fala glorioso, marcelo guimarães, thiago ribeiro guedes, Vinicius Assumpção
POR THIAGO RIBEIRO GUEDES
09/09/2014

Encerrando a nossa série especial com os candidatos à presidência do Botafogo FR, hoje o Fala Glorioso trás a segunda parte da entrevista.

Na primeira entrevista, os candidatos falaram sobre dois dos assuntos que mais preocuparam os alvinegros na atual gestão: o fechamento do Engenhão e a Crise Financeira do clube. Carlos Eduardo Pereira citou que a questão do Engenhão está muito nebulosa e precisará ser esclarecida. Para o candidato, a forma como a interdição do estádio ocorreu e a inércia do Clube diante dos fatos foram realmente perturbadoras.

Marcelo Guimarães também citou que a filiação do atual presidente a um partido político impactou na sua capacidade de negociar com mais força e liberdade. Guimarães disse ser contra que presidente e vice presidente geral sejam filiados a partidos políticos. Já Vinícius Assumpção disse não ser possível afirmar se houve outros interesses para facilitar os contratos do Maracanã, mas que o Prefeito Eduardo Paes tinha em suas mãos um laudo indicando uma pequena possibilidade de acidente com a cobertura do Engenhão e que, como prefeito da cidade, a ele não restou outra alternativa.

Eleições no Botafogo: confira a segunda parte da entrevista com os candidatos. Nessa segunda parte da entrevista, os candidatos falaram sobre planos para sócio torcedor (como direto a votos), planos para o Futebol, Esportes Olímpicos, torcidas e seus desafios.

Confira a entrevista abaixo:

THIAGO RIBEIRO GUEDES (FALA GLORIOSO): Boa tarde, candidatos. Dando continuação a nossa entrevista, vamos abordar temas como sócios, esportes olímpicos e futebol. Vamos começar falando das eleições.
Nas duas ultimas eleições (2009 e 2011), somados os votos, chegamos a um pouco mais de 1.200 votantes. Muitos são adeptos à idéia de abrir as eleições para os sócios torcedores. Alguns, contra. O que os Srs. pensam a respeito do tema? Seja contra ou a favor, não acha que o Botafogo é grande demais para que apenas uns poucos decidam os seus caminhos?


CARLOS EDUARDO PEREIRA: A democratização do clube para todos os botafoguenses é essencial, e vamos sim fazer um programa de sócio não-proprietário que tenha direito a votar e a ser votado nas eleições internas do clube. A ideia é segmentar os planos de sócio de acordo com a preferência do torcedor, que é o nosso grande cliente. O torcedor que quiser ter direito a voto paga um valor determinado. Outro que quiser ter acesso ao clube social paga mais um valor. O que quiser ter apenas acesso ao estádio paga outro valor, e assim sucessivamente. O nosso sócio-torcedor-cliente terá um cardápio de opções à disposição dos botafoguenses para customizar o plano de sociedade que melhor lhes convier, impulsionando assim as receitas do clube e gerando direitos, conforto e praticidade para nossos torcedores.
Hoje a terceirização dos planos de sócio-torcedor não trouxe qualidade ou excelência nos serviços prestados e no atendimento aos usuários. Dentro deste pacote de medidas vamos também estudar a reativação da categoria de sócio Contribuinte, já prevista nos Estatutos do Clube e que inspirou os plano de sócio-torcedor.

MARCELO GUIMARÃES: Sem dúvida, o número atual de eleitores é pequeno, e, sendo assim, pouco representativo dos desejos e visões da nossa imensa torcida. Somos plenamente favoráveis ao aumento do nosso colégio eleitoral, mas que fique claro, que colégio eleitoral grande, não é garantia de bons projetos. Achamos mesmo que o Grande Salto nasceu diferenciando-se da prática da política tradicional do clube, baseada em nomes conhecidos, mas sem nenhum projeto. Quanto ao direito de voto para o Sócio Torcedor, é um tema que vamos com toda a certeza, trazer para a discussão assim que assumirmos. De cara, vamos dar direito automático do nosso Sócio Proprietário a assistir aos jogos em nossa arena, criando o Sócio Proprietário Torcedor.

VINÍCIUS ASSUMPÇÃO: Somos até agora a única candidatura que vem defendendo a ampliação da democracia interna do clube, dando principalmente o direito de voto aos Sócios Torcedores, atitude que muitos clubes no Brasil já estão seguindo por este caminho.
Mas temos que tratar esta questão com duas visões: democrática e financeira. Hoje, o destino do Botafogo é decidido por um grupo muito reduzido de botafoguenses. Seus órgãos internos, como o Conselho Deliberativo, são meras figuras decorativas. Não há qualquer tentativa de oxigenação da política interna e de seus dirigentes. Como está na pergunta, somados os votos das duas últimas eleições do Botafogo, chegamos ao irrisório número de pouco mais de 1.200 votantes. O Botafogo é grande demais para que apenas uns poucos decidam os seus caminhos. Precisamos trazer a torcida para dentro do clube! Refiro-me a todos que podem de alguma forma, somar forças e colaborar para um novo futuro.
Nesse sentido, o melhor caminho é aprovar o direito de voto ao Sócio Torcedor, com pelo menos dois anos de adimplência – o direito a ser votado, continua com o Sócio Proprietário – ampliando assim, o colégio eleitoral. Precisamos também estruturar um novo Plano Sócio Torcedor que seja mais interessante e com o perfil da torcida alvinegra. O Sócio Torcedor tem que ser tratado de forma especial pelo clube e ter uma política de relacionamento permanente e isto não acontece atualmente. Assim, estaríamos diminuindo sua variação conforme os resultados do futebol e aumentando sua arrecadação, que hoje gira em torno de R$ 300 mil mensais, tem clube no Brasil arrecadando só com o Sócio Torcedor em torno de R$ 3 milhões, mensais. Precisamos buscar soluções para que o clube, socialmente, seja mais atrativo. Oferecer uma academia, ter eventos para a juventude, salão de beleza para as mulheres, salão de jogos, churrasqueiras para os sócios. Dar direito ao Sócio Proprietário, em dia, de acesso aos jogos do time profissional de futebol. Hoje ele se quiser acompanhar o seu time, paga duas vezes, a taxa de manutenção do Sócio proprietário e a mensalidade do Sócio Torcedor.

THIAGO RIBEIRO GUEDES (FALA GLORIOSO): E os sócios torcedores? Houve um aumento considerável com a chegada de Seedorf. Mas em 2014 os números despencaram. Quais são as idéias para a captação de novos sócios?

CARLOS EDUARDO PEREIRA: Respondi na questão anterior

MARCELO GUIMARÃES: A primeira decisão é assumir a gestão do programa. A relação com nossa torcida é tão prioritária para nós, que concluímos que temos que assumir a gestão, melhorando os serviços, diminuindo o preço e ampliando sua capacidade de receita. Planos especiais para o nosso estádio e setores com preços realmente populares são as bases do nosso programa. Outro aspecto fundamental é a credibilidade. Não é possível você adquirir um plano e no meio da temporada, começarem a transferir jogos da nossa praça. Se a ideia é jogar alguns jogos com mando de campo nas novas arenas espalhadas pelo Brasil, para ampliar nossa capacidade de gerar receita, é preciso transparência. O nosso torcedor, que consome nossos produtos não pode ser confundido, comprando gato por lebre.
Enquanto consolidamos nossas estratégias relacionadas ao desenvolvimento do projeto de Sócio Torcedor é preciso aprofundar o conhecimento sobre o assunto. Vários fatores impelem o torcedor e aderir e a fidelizar ao programa, dentre eles: Perspectiva de performance esportiva da equipe; credibilidade institucional; conquista de títulos e de um ciclo vitorioso; preferência em promoções; contratação de bons jogadores; facilidades no receptivo do estádio; preços comparativamente vantajosos; facilidade no processo de adesão e compra; acesso aos jogadores e a ambientes exclusivos e vantagens adicionais à possibilidade de assistir aos jogos. Esse é o caminho.

VINÍCIUS PRESIDENTE: Despencou porque o programa não tem uma política de relacionamento e outros atrativos que extrapolem os resultados de campo. É claro que o ídolo é fundamental, mas neste momento não podemos enganar a torcida e dizer que iremos trazer um novo Seedorf. Precisamos criar um novo plano que tenha o perfil da torcida e que garanta a presença nos estádios, é ali que formamos os nossos pequenos alvinegros. O Sócio Torcedor precisa ter um diferencial, o que não acontece hoje. Isto é compromisso da nossa gestão!

THIAGO RIBEIRO GUEDES (FALA GLORIOSO): E os planos para o Futebol? Caso sejam eleitos, existe a possibilidade de montar um grande time para a temporada de 2015, ou o começo seria a manutenção dos principais jogadores?

CARLOS EDUARDO PEREIRA: Ainda não sabemos, com toda essa crise, como iremos terminar o Campeonato Brasileiro deste ano. Portanto, é prematuro se falar na formação de um grande time. O certo é que 2015 será um ano de fortes ajustes em função do elevado comprometimento das receitas do Clube pela atual gestão. Trabalharemos duro para montar um time competitivo que honre as tradições do clube, mas dentro da realidade financeira que vivemos. Não alavancaremos dívidas como a gestão atual fez.
O BOTAFOGO não tem mais estrutura para suportar aventureiros e seus desvarios.

MARCELO GUIMARÃES: O nosso plano prevê ênfase no futebol. Proporcionar a prática esportiva e o convívio social é importante, mas jogar bola em alto nível é o nosso produto fundamental. Por isso, buscar um ciclo vitorioso é o nosso grande desafio. Para isso, compreendemos que no futebol não cabem experiências, nem apostas. De cara, precisamos de dirigentes profissionais, com DNA Alvinegro, perfil de liderança e espírito vencedor. Para isso, temos a honra de contar no grupo do Grande Salto, com um dos dirigentes do nosso futebol, com o maior e mais representativo rol de conquistas de nossa história: Edson Santana. Além de dois cariocas, era o dirigente do nosso futebol nas conquistas da Conmembol, do Brasileiro de 95, da Tereza Herrera e da última edição do Rio-São Paulo. Nunca fugiu de suas responsabilidades e em tempos de grandes dificuldades, contratou Gonçalves, Túlio Maravilha, Donizete e Bebeto, dentre muitos outros. Sabemos que integrar a Base do futebol com o profissional é fator de diferenciação e também trabalha na construção do nosso projeto do futebol, Humberto Redes, cria da nossa base, jogador do clube nas décadas de 60 e 70, é hoje um dos grandes especialistas quando o assunto é estruturação de projetos de futebol. Chega de apostas.

VINÍCIUS ASSUMPÇÃO: Vamos brigar para sempre ter um time a altura das nossas tradições e da paixão da torcida. O que posso garantir, é que na nossa gestão não terá vez para jogadores que não tenham alma, vontade de vencer, de buscar as conquistas e para isto teremos que dar todas as condições de trabalho, principalmente, manter os compromissos em dia. Assim já teríamos um bom começo de caminhada no rumo das grandes conquistas. Acho que o ano de 2015 será muito difícil, mas fundamental para todo o processo e o início da caminhada da nossa recuperação. Não podemos mais deixar o Botafogo sem oxigênio, com os bloqueios de suas contas. A torcida pode estar certa, minha história de arquibancada, bem como dentro do clube, não me permitem dirigir o Botafogo e seu futebol com a mesmice que há muito tempo impera internamente. Dirigir o clube com vontade, profissionalismo, transparência e ética são os meus principais compromissos e tenho a certeza que com trabalho sério e coletivo tudo será superado.

THIAGO RIBEIRO GUEDES (FALA GLORIOSO): E os Esportes Olímpicos? Botafogo não participava por exemplo de uma competição nacional de basquete desde 2001 e voltou esse ano, apesar de ser o único clube do Rio de Janeiro a disputar todas as categorias de base no masculino e no feminino. O Remo, que está ao lado do Futebol no Estatuto do clube, vem mantendo a tradição de campeão e até cedendo atletas para Seleção Brasileira. Sabendo das dificuldades que é reger os esportes olímpicos de um clube, cujo ao qual a principal atividade é o futebol, existe algum projeto exclusivamente para tal setor?

CARLOS EDUARDO PEREIRA: O clube precisa voltar a estar presente nessas competições. Temos bons atletas sendo formados todo ano nas nossas escolinhas, e pretendemos utilizá-los na categoria profissional. Não dá pra fazer loucuras e contratar times campeões agora, a não ser que haja parcerias com empresas, mas não temos nenhuma negociação no momento. Nosso foco é a resolução da dívida, sem o que muito pouco poderá ser feito.

MARCELO GUIMARÃES: Projetos incentivados é a grande saída para os Esportes Olímpicos. Dentro de nossa política de respeitar os legados, o trabalho do Remo precisa ser continuado. Agora, precisamos aumentar a independência e a autonomia entre os esportes, e, para isso, projetos tendo como base a lei de Incentivo ao Esporte será a grande ferramenta de obtenção de receitas. Vamos manter nossa tradição relacionada aos Esportes Olímpicos, dando-lhes mais apoio e independência. O papel histórico desempenhado pelo Botafogo de disputar competições multiesportivas vai continuar.

VINÍCIUS ASSUMPÇÃO: Verdade, o futebol é o carro chefe do clube, mas vamos analisar com muito carinho os Esportes Olímpicos onde o clube tem uma grande tradição. Precisamos ter um olhar profissional e buscar parceiros para os esportes que consideramos fundamentais para a formação do caráter de uma futura geração, até porque temos o estádio olímpico e a nossa cidade vai sediar as Olimpíadas de 2016. Vamos buscar no mercado um profissional que terá a sua principal função buscar parceiros para os Esportes Olímpicos. Sou a favor dos recursos das escolinhas ficarem para auxiliar a manutenção do próprio esporte, bem como, debater um centro de custos por sede. Acredito que assim damos início a uma total reestruturação e fortalecimento dos nossos Esportes Olímpicos.

THIAGO RIBEIRO GUEDES (FALA GLORIOSO): Sabemos da imensa torcida que o Botafogo tem dentro e fora do Rio de Janeiro. Porém diversos torcedores perderam o hábito de freqüentar estádio, seja pelos altos preços, seja pela violência, ou até mesmo pela desconfiança com o time durante alguns anos. Como resgatar aquele torcedor que anda afastado dos estádios?

CARLOS EDUARDO PEREIRA: Através de preços baixos contínuos ao invés de promoções esporádicas, um programa de sócio-torcedor efetivo que contemple as necessidades dos nossos torcedores, o respeito ao botafoguense como consumidor, um cliente que merece respeito, cortesia e agrados, e pricipalmente com um time combativo. No final das contas, um time que respeite a camisa do clube e suas tradições é sempre a melhor política para se mobilizar nossos torcedores e encher um estádio.

MARCELO GUIMARÃES: A boa performance e perspectiva de performance do time no início de cada temporada é a resposta a sua pergunta. Claro que preços justos, conforto, atendimento, hospitalidade, tudo contribui para a atração da torcida. Mas o que fideliza no fim das contas é a performance do time. Precisamos conquistar um ciclo vitorioso, sem oscilações desastrosas, só assim o torcedor, volta e fica. Tenho certeza que vamos fazer do Engenhão, uma referência de amor e apoio ao nosso time.

VINÍCIUS ASSUMPÇÃO: Mostrar a ele que agora, principalmente em 2015, que sua presença será fundamental neste processo de fortalecimento do clube. Tenho dito a todos, não tem salvador da pátria e nem a fórmula mágica, o que vamos mostrar ao torcedor, é que ele terá uma gestão transparente, ética, comprometida, profissional e sem deixar de lado a paixão que nos move pela magia da Estrela Solitária. Falo sempre, precisamos juntar os elos desta corrente e a torcida é o elo fundamental. Tenho certeza, se ela perceber que o trabalho será realizado de forma correta e séria, ela virá junto. Sempre acreditei na força da torcida alvinegra e agora não será diferente.

THIAGO RIBEIRO GUEDES (FALA GLORIOSO): Os candidatos, antes das eleições, traçam um desafio ao qual almejam vencer. Muitos deles ficam marcados por vencerem tais
desafios. Foi assim com Althemar Dutra e Emil Pinheiro, quem em 1989 levaram o Botafogo à conquista de um título após 21 anos; com Carlos Augusto Montenegro, que conquistou o título Brasileiro de 1995; com Bebeto de Freitas que encarou o desafio da Série B pela primeira vez na história do clube, e levou o Botafogo de volta a série A em 2003… Qual é o principal desafio a ser vencido na atualidade, na opinião dos Srs.?


CARLOS EDUARDO PEREIRA: Teremos múltiplos desafios pois nenhum outro presidente causou tantos danos às finanças do BOTAFOGO como este, endividando-se de forma gigantesca e avançando sobre as receitas da próxima gestão. A situação do futebol ao final do ano, indicará em qual série estaremos e daí será partir para montar um grupo competitivo enquanto buscamos equacionar o dificílimo problema da dívida do clube, que realmente ameaça o futuro da nossa grande paixão esportiva.

MARCELO GUIMARÃES: O primeiro deles é o da conquista da credibilidade. Infelizmente, depois de um primeiro mandato reconhecido pela maioria do mundo do futebol como positivo, o clube mais uma vez encontra-se em absoluto descrédito. Tem sido assim nos últimos 20 anos. O clube até avança em um primeiro momento, mas falta o Grande Salto.
Um outro desafio fundamental é a conquista de um ciclo vitorioso, que resgate o nosso torcedor, tão desconfiado e inseguro nos últimos anos. Para isso, enquanto equacionamos nossa dívida e alavancamos nossas receitas, a partir de um trabalho profissional e planejado, precisamos trabalhar com transparência e vigor, rumo a conquista de um era de vitórias.

VINÍCIUS ASSUMPÇÃO: O maior desafio que considero é a mudança de mentalidade, o Botafogo é um clube vencedor! Hoje se tem pouco respeito com a história, tradições e a sua torcida. O Botafogo tem que ter sede de títulos e de expressão, quem quiser ser profissional do clube tem que saber e entender isto. Só assim vamos fazer, novamente, nossa fanática torcida crescer e rejuvelecer. Ganhar, perder e empatar “é do jogo”, como dizem os boleiros, mas não podemos admitir a falta de vontade de buscar vitórias e conquistas, isto aliado com a reestruturação administrativa e financeira. Superando esses obstáculos já me sentiria com o dever cumprido, afinal as conquistas virão como consequência do trabalho realizado.

THIAGO RIBEIRO GUEDES (FALA GLORIOSO): Para finalizar. Gostaria que os Srs fizessem suas considerações finais sobre suas propostas e projetos para o Botafogo.

CARLOS EDUARDO PEREIRA: propostas e projetos para o Botafogo Minha mensagem final para os associados do BOTAFOGO é de muita seriedade e disposição para o trabalho em equipe. Não temos como prometer milagres ou manobras miraculosas, tal como aconteceu em outras eleições e nunca se viu materialização das mesmas. Vamos buscar parcerias, apresentar uma proposta de modernização do nosso Estatuto, propondo o fim da reeleição e corrigindo falhas e contradições para que o Clube possa sobreviver e buscar novos caminhos. Transparência será um compromisso diário pelos próximos 3 anos.
Precisaremos de trabalho, seriedade, austeridade e paixão, para que nosso clube possa voltar a ser o que já foi, a Glória do futebol brasileiro.

MARCELO GUIMARÃES: Chegou a hora de mudar de verdade. Se formos analisar o quadro sucessório, vamos perceber que os nomes que se apresentam tem duas características em comum: respeitabilidade e vínculo com a velha política. O Grande Salto traz em sua origem a mudança, rumo a um clube que preserve suas maiores tradições e se profissionalize de modo sério e sustentável. Nosso projeto ainda encontra-se em construção e vem se desenvolvendo alinhado com os anseios e com os desejos de nossa torcida, de modo que todos se reconhecem nele, com transparência e participação, que serão as marcas do nosso mandato. Acho que ninguém aguenta mais do mesmo e precisamos ter coragem de mudarmos juntos.
Juntos pelo Grande Salto. Chega de bater na Trave.

VINÍCIUS ASSUMPÇÃO: Quero agradecer o site “Fala Glorioso” pela oportunidade de expor nossas propostas para o quadro associativo do clube e a torcida. Sei o quanto será duro e grande o desafio que teremos pela frente, muitos amigos falam que estou maluco em querer assumir o clube nesta situação, mas alguma coisa me move para esse caminho. Vamos, assim que ganhar as eleições, chamar a todos grandes alvinegros para participarem desta caminhada e sei que temos grande qualidade em todas as chapas. Vamos inaugurar um novo tempo na gestão do clube, realizaremos um processo coletivo, fazendo com que as pessoas se sintam participantes da mudança. Superar as dificuldades financeiras, construir o CT do futebol profissional, o CT da Base, fortalecer os esportes olímpicos, mudar a mentalidade do clube e tornar o Botafogo novamente um clube vencedor, não são desafios apenas para uma pessoa e sim para todos os alvinegros que almejam, ainda em vida, ver o Botafogo de volta ao seu verdadeiro lugar. O TOPO!

_________________
Ronaldo Freitas de Souza
Imagem Imagem


Voltar ao topo
 Perfil  
 

Re: Planos dos candidatos a presidência do Botafogo
MensagemEnviado: 14 Set 2014, 00:39 
Offline

Registrado em: 24 Fev 2011, 00:53
Mensagens: 228
O nível dos candidatos é muito fraco.
O menos pior é Carlos Eduardo do MAIS BOTAFOGO.
É o que chega um pouco mais perto da grave realidade botafoguense, mas mesmo assim longe do que o clube precisa.
Não consigo ver em Carlos Eduardo a mola propulsora de liderança e carisma necessários junto ao eleitorado para empunhar a bandeira de mudanças profundas e necessárias a sobrevida do clube.
Mas seus adversários conseguem ser piores.

_________________
Renato Verde (superstar)
Imagem


Voltar ao topo
 Perfil  
 

Re: Planos dos candidatos a presidência do Botafogo
MensagemEnviado: 03 Out 2014, 07:33 
Offline

Registrado em: 24 Fev 2011, 00:53
Mensagens: 228
Ronaldo,
Botafogo vive no atual momento o pior descrédito em toda sua história por parte de seu maior patrimônio: TORCIDA.
Tanto fizeram que conseguiram desmobilizar grande parte da torcida em não acreditar em mais nada que saia de dentro do clube.
O clube é totalmente INERTE em TODOS os seu PODRERES e pouco se importam com o futuro mais do que sombrio que o aguarda.
Até o presente momento, nenhum dos candidatos aventou a hipótese de mexer no ESTATUTO para que se oficialize e na forma legal, a implementação da modalidade de sócio torcedor com DIREITO A VOTAR no escroto e mais do que ultrapassado ESTATUTO que prende o clube na época da descoberta do Brasil.
Sem mexer no ESTATUTO, nada MUDA.
Isto se deve, pelo fato de que a princípio TODOS os candidatos não pensam em mudar o MODUS VIVENDI do clube e tão pouco o STATUS QUO que é o veneno que corre pelas veias do paciente em coma.
Não existem projetos concretamente de revitalização de administração gerencial e profissional de NENHUM candidato a Presidência.
TUDO que eu li até hoje não passam de projetos pessoais e não de projetos para a longevidade e bem estar do clube registrados e aprovados no ESTATUTO.
Falta um candidato com aceitação e carisma suficiente pela grande maioria que tenha peito e coragem em enfrentar o CLERO do terror instalado dentro de GS e mude o panorama de atraso e retrocesso de um clube preso ao século passado.
O candidato que propor mudanças estruturais terá de enfrentar uma verdadeira guerra contra os CACIQUES do clube.
Afinal qual dos CARDEAIS vai querer perder a mordomia que ostentam em troca do bem estar do clube?
Pago para ver!

_________________
Renato Verde (superstar)
Imagem


Voltar ao topo
 Perfil  
 

Re: Planos dos candidatos a presidência do Botafogo
MensagemEnviado: 22 Out 2014, 08:47 
Offline

Registrado em: 24 Fev 2011, 00:53
Mensagens: 228
Botafogo é acéfalo politicamente.
Não acredito em grandes mudanças estruturais por parte de qualquer grupo político, porque nenhum deles tem diretrizes concretas de reestruturação na célula mater do clube: O ULTRAPASSADO ESTATUTO.
TODOS sem exceção só pensam em projetos pessoais e não em projetos para a longevidade do clube.
Se todos pensassem no clube e não em seus umbigos, deveriam priorizar a convocação de um plebiscito geral para um amplo debate com todos os segmentos do clube incluindo principalmente a torcida sobre as reformas que o clube tanto necessita para sua sobrevivência.
Enquanto não houver isso, o quem UM fizer, o OUTRO vem e desfaz como vimos e testemunhamos lamentavelmente na atual administração.
Um clube popular deveria a priori, ser de alcance a TODOS os seus aficionados e como vemos, isto fica restrito a uma minoria elitista que sufoca o crescimento e a saúde de uma ENTIDADE sustentada não nos números de associados e sim na grandeza de seus milhões de apaixonados torcedores que são o grande alvo dos investidores no mundo do futebol.
Se não mudar agora, Botafogo em pouco tempo estará relegado ao segundo ou terceiro escalão do futebol nacional.
Seremos o AMÉRICA de amanhã?
O AMÈRICA perdeu sua identidade futebolística e como consequência perdeu TUDO.
Dá pena de ver a sede do clube de CAMPOS SALES.
Esse é o futuro do Botafogo?

_________________
Renato Verde (superstar)
Imagem


Voltar ao topo
 Perfil  
 

Re: Planos dos candidatos a presidência do Botafogo
MensagemEnviado: 18 Nov 2014, 10:34 
Offline

Registrado em: 24 Fev 2011, 00:53
Mensagens: 228
O B.F.R. é um clube desorganizado propositalmente.
Décadas e mais décadas todos os segmentos do clube estão inertes e inoperantes.
Não existe qualquer e mínima vontade política de se mudar o quadro de insolvência político, financeira e moral desse clube.
Não é de interesse de uma considerável parcela de sócios proprietários e principalmente aqueles que se consideram elitistas, que novas adesões venham por ventura desestruturar seu MODUS VIVENDI no clube.
O que implicaria para essa classe elitista uma maciça adesão de novos associados vinculados principalmente ao carro chefe do clube: O FUTEBOL?.
Significaria que abaixo do FUTEBOL para a grande maioria, o resto seria supérfluo e sem maiores interesses.
Até porque, a modalidade esportiva formadora de novos torcedores do clube chama-se
F U T E B O L!
E provavelmente as maracutaias e mamatas seriam infinitamente combatidas de forma contundente pelos novos asssociados.
Que candidato trouxe a bandeira de novos tempos e conceitos ao clube?
Enquanto não se tratar as causas, não adianta tratar dos efeitos.
Estou equivocado?

_________________
Renato Verde (superstar)
Imagem


Voltar ao topo
 Perfil  
 

Exibir mensagens anteriores:  Ordenar por  
Criar novo tópico Responder  [ 5 mensagens ] 

Todos os horários são GMT - 3 horas


Quem está online

Usuários navegando neste fórum: Nenhum usuário registrado e 1 visitante


Enviar mensagens: Proibido
Responder mensagens: Proibido
Editar mensagens: Proibido
Excluir mensagens: Proibido
Enviar anexos: Proibido

cron
Style by business web design styles , pozycjonowanie strony pozycjonowanie stron sem
Powered by phpBB © 2000, 2002, 2005, 2007 phpBB Group
Traduzido por: Suporte phpBB