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A Eleição
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MensagemEnviado: 13 Set 2011, 19:31 
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Recebi agora a tarde um e-mail do tal Canal II com o texto abaixo e resolvi comentar sobre o que li.

***

A Eleição
| Marcos Moura | 13/09/2011 12h34

Olá, torcida botafoguense!

O clube vive um momento eleitoral em meio à ótima campanha no Campeonato Brasileiro. Não acredito que o pleito vá interferir no desempenho da equipe, já que me parece provável a reeleição de Maurício Assumpção. É clara a melhora de vários aspectos do clube desde o mandato de Bebeto de Freitas. Mas em todo processo democrático é fundamental perceber os avanços e identificar os problemas para tornar o Botafogo ainda mais forte. Vou analisar alguns pontos da gestão alvinegra, vendo de fora, como torcedor e jornalista.

Comunicação e marca

O clube evoluiu demais. Mas há muito ainda a ser feito. O site oficial melhorou, existem outros canais, como as Redes Sociais e a Ouvidoria e foi lançada a revista ‘Preliminar’. Só que o relacionamento é muito bom quando há elogio no meio. As críticas bem feitas são fundamentais para a evolução. E os dirigentes precisam entender isso. A diretoria, por exemplo, anuncia os ‘maiores contratos da história do clube’, mas como não divulga os valores, não temos como avaliar perfeitamente. Poderíamos até entender a transformação da camisa no ‘abadá’ multicolorido em que ela se transformou. Mas os produtos em geral são bons e temos lojas no Rio, Brasília e Minas. A realização do evento ‘Feijão no Fogão’ em diversas cidades também ajuda a aproximar a torcida e o clube. É uma bela iniciativa, assim como as homenagens que são feitas aos ídolos do clube. Nossa força é nossa história.

General Severiano

Estive na sede algumas vezes esse ano e é inegável que está muito melhor do que no passado. A área dos associados, a nova loja e a disponibilidade do casarão para eventos que geram receita e ajudam na manutenção de tudo. Para completar, a inauguração do bandeirão gigante foi sensacional como exposição da nossa tradição. O ideal seria que o time profissional treinasse apenas nas vésperas dos jogos no CT João Saldanha, permitindo que os sócios utilizassem aquele espaço no restante da semana. O tamanho do futebol obriga que os treinos sejam no Engenhão ou mesmo em um novo CT a ser construído, paralelamente à construção do CT da base, em Marechal Hermes.

Engenhão

As receitas melhoraram com o patrocínio da Brahma, com os jogos de Flamengo e Fluminense e com os shows de estrelas internacionais, como Paul McCartney e Justin Bieber. Por outro lado, a identificação do estádio como botafoguense nunca existiu. O placar segue sendo rubro-negro e vivemos há pouco a polêmica das cadeiras vermelhas e brancas. Tenho certeza de que se sentisse como ‘dono do estádio’, o torcedor compareceria bem mais do que a habitual média de 10 mil por jogo. O presidente já disse que uma ‘botafoguização’ do estádio afastaria investidores. Portanto, divulgue os valores dos contratos, coloque no site oficial e todos saberemos se vale ou não a pena. Os outros problemas nos dias dos jogos são parte culpa do clube e parte das autoridades. O acesso de carro é difícil (Prefeitura), os trens nem sempre atendem perfeitamente (SuperVia) e os torcedores bebem do lado de fora e entram no estádio muito perto do início do jogo causando confusão (PM e CBF, que proíbe venda de bebidas alcoolicas). Outro problema é o gramado, que nunca foi bom e piorou com o grande acúmulo de jogos. Prometem melhorá-lo para 2012. Vamos aguardar.

Time

O elenco segue melhorando desde que o presidente assumiu em 2009. Perdemos a final do Carioca e lutamos contra o rebaixamento no primeiro ano, fomos campeões do Rio e terminamos o Brasileiro em sexto em 2010 e hoje brigamos por dois títulos, Nacional e Sul-Americana. Falta uma conquista de porte para sacramentar que o clube está realmente avançando. A torcida se identifica com alguns jogadores, como Jéfferson, Maicosuel, Herrera e Loco Abreu. E outros têm porte para se tornarem ídolos em breve, como Marcelo Mattos, Renato e, sobretudo, Elkeson. Caio Júnior faz umas alterações amalucadas vez ou outra, mas é inegável que pegou um time desarrumado e arrumou.

E você o que acha?

Saudações alvinegras!
http://www.sidneyrezende.com/blog/marcosmoura

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Ronaldo Freitas de Souza
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Re: A Eleição
MensagemEnviado: 13 Set 2011, 19:36 
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É clara a reeleição do Nininho, pois, a fumacinha de oposição que está aparecendo timidamente não tem projetos, não tem dinheiro e, dificilmente, terá uma chapa completa para participar.

Esse, a meu ver, é um dos maiores problemas que existe, pois, um clube sem oposição tende a quebrar ou a ficar eternamente preso a mantenedores que viram donos ocultos do clube, aliás, falta pouco para passarmos da casa dos 400 milhões de reais de passivo. Um absurdo criado por gestões incompetentes há décadas.

A campanha no Campeonato Brasileiro é o grande divisor de águas nessas eleições e não haverá nem oposição e nem situação que queira assumir a buraqueira que vai aparecer. Terão que inventar outro Nininho para assumir porque o clube endividado do jeito que está perderá patrocínios caso não consiga uma vaga, pelo menos, na Libertadores e a folha salarial ficará pesada ao fim de cada mês. Os credores baterão à porta, sempre e aí virão às cobranças de um CT que nunca saiu do papel, de promessas não cumpridas, ou seja, vão execrar o Nininho como fizeram com o Bebeto e como fazem com o time.

Comunicação e marca

Não acho que o clube tenha evoluído. Pegaram o mendigo, deram um banho e cortaram o cabelo para tirar foto. Essas ações de marketing, para mim, são mera cortina de fumaça justamente para encobrir problemas ainda não identificados. Afinal, quais são esses valores? “NUNCA NA HISTÓRIA DESSE CLUBE... ’. Já ouvi isso durante oito anos. Não há transparência.

Esse ‘Feijão no Fogão’ parece campanha política para o mandatário, candidato a ditador, posar de simpático quando sabemos que não é bem assim.

General Severiano

Ora, se os sócios proprietários são os que o elegem a prioridade de obras é em General Severiano. Lógico e não poderia ser diferente. É valido, valoriza o patrimônio, mas não é justo, pois, poderia criar o plano de Sócio Torcedor com direito de Voto ou, no mínimo, reativar o Sócio Contribuinte. Mas, democratizar o clube, para quê mesmo? Para perder a cadeira e por em risco todo o tipo de gente que o apoia?

Vai gastar dinheiro no CT vertical de Marechal Hermes? Vai fazer um CT em paralelo para os profissionais? Por que não reduzir custos e juntar tudo num canto só? Onde estão os projetos? Com projeto definido e fundamentado num estudo de viabilidade econômico-financeiro mostrando o êxito do projeto e o retorno que dará aos investidores, esses não faltarão. Mas, há interesse nisso?

Engenhão

Se não há transparência como é que se sabe que as receitas melhoraram se não se sabe quais são elas?
Dizer que as cores preta e branca não atraem investidores é achar que somos imbecis como ele. Isso não existe!
Sobre os acessos ao Engenhão é fato que carecem, por parte da Prefeitura e do Estado, maior investimento na região, mas já está mais do que provado que não é isso que afasta o torcedor.

Time

O time ou elenco está aí e não tem como mudar muito não. Rezar para que o esquema do Caio Jr, que a meu ver é bom, tenha êxito nesse campeonato e o time tenha uma boa colocação entre os quatro primeiros alcançando uma vaga na Libertadores, porque, não acontecendo, o Nininho 'et caterva' vai sumir.

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Re: A Eleição
MensagemEnviado: 14 Set 2011, 00:01 
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Ronaldo, vc tem razão em vários pontos. Mas sinceramente já joguei a toalha, pois ninguém está interessado na Instituição Botafogo. As pessoas só lembram do Botafogo as vésperas da eleição e aí não adianta nada. Oposição? Isso não existe no Botafogo, pois o Grupo de oposição fez parrte de quase todas as diretorias nos últimos 20 anos.

O MA vai ganhar, até por falta de planejamento da oposição. Só espero que pelo menos o Botafogo ganhe o título brasileiro, caso contrário de nada adiantará o que a Instituição está passando.

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Saudações Botafoguenses


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Re: A Eleição
MensagemEnviado: 14 Set 2011, 12:22 
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Franco,

Tenho lido esses e-mails que chegam diariamente sobre as eleições e o que noto são opiniões as mais diversas, daqueles que se manifestam, algumas sem nenhum propósito, outras sem nenhuma fundamentação, enfim, gostaria de saber sobre a tal da Oposição que dizem que existe, mas que ninguém viu até hoje.

O que se vê são discussões por pura vaidade e sem nenhum conteúdo. Ninguém toca no assunto principal que é a obtenção de recursos.

Muita fofoca e pouca proposta.

Esses que propõem têm condição de arrumar dinheiro para implementação de suas ideias? Essa é a primeira pergunta. Ou é somente fantasia pelo jogo do poder, pela vaidade camuflada, pela ganância da cadeira do rei que, ou mal ou bem, traz riqueza para quem nela senta.

A instituição Botafogo é somente a justificativa ou, melhor dizendo, ‘o saco sem fundo’ Botafogo, pois, ainda é um excelente negócio para muita gente que entra somente para tirar proveito com o Estatuto falho e antiquado que permite, dentre outras, o uso indevido de suas verbas sem que haja cobrança por parte de ninguém a não ser pelo poder instituído, somente quando lhe convém, por acordos não cumpridos.

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Ronaldo Freitas de Souza
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Re: A Eleição
MensagemEnviado: 14 Set 2011, 13:40 
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No meu modo de ver qualquer pessoa ou grupo que pretenda ser Oposição deveria antes de tudo responder as seguintes questões:

1 - A pessoa ou grupo de Oposição dispõe de recursos financeiros próprios ou em parceria com terceiros para lastrear sua proposta de gestão do clube ou usaria, depois de eleito e empossado, a figura do próprio clube para buscar tais recursos e aumentar o endividamento?

2 - Qual o plano que se tem para amortizar o passivo do clube?

3 - Existe um Plano Diretor com início meio e fim mostrando o desenvolvimento que se pretende e onde serão aplicados os recursos?

4 - Há interesse dessa oposição em alterar o Estatuto tornando a instituição Botafogo aberta a seus torcedores em todo o Brasil através de um plano de Sócio Torcedor com direito de Votar?

5 - Vai existir transparência?

Essas seriam as perguntas iniciais.

Ou seja, a Oposição, se é que existe, tem que passar por essas perguntas se não é mais um sonho de verão e dança de cadeiras para outros fins.

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Ronaldo Freitas de Souza
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Re: A Eleição
MensagemEnviado: 14 Set 2011, 17:04 
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Projeto??? Planejamento??? O que é isso? Dentro da política do Botafogo ninguém sabe o que isso significa!!!

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Re: A Eleição
MensagemEnviado: 14 Set 2011, 22:55 
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Um dos detalhes que me chama a atenção na candidatura desse senhor é que se ele diz: “- Participo da diretoria desde os anos 80. Tenho uma trajetória que começou como benemérito...”, conclui-se que ele é um dos que deixaram a dívida do clube crescer assustadoramente durante esses 31 anos de poder.

Vejam são 31 anos de participação direta em diretorias do clube.

Como pode ainda ter o descalabro de se candidatar?

O que poderá de novidade trazer como candidato?

Isso mais parece um logro estratégico, pois, se ele ainda faz parte de diretoria como ele mesmo diz, provavelmente, também participa da atual gestão.

Ora, se é isso, a candidatura dele, a meu ver, é para esvaziar outro pretenso grupo que inadvertidamente possa aparecer, pois, se o MCR já fez a sua composição com a situação quem me diz se já não houve um acordo de compadres com o Mais Botafogo, afinal, também já fizeram parte dessa atual gestão, colocando um nome qualquer para inviabilizar qualquer surpresa no meio do caminho.

Não existem muitos sócios proprietários disponíveis para compor chapa.

Assim, para inglês ver, teríamos uma disputa fictícia de dois grupos antagônicos que na realidade são um só.

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Ronaldo Freitas de Souza
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Re: A Eleição
MensagemEnviado: 15 Set 2011, 11:59 
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É Ronaldo... a politica no Botafogo é muito nojenta mesmo... e sinceramente a cada dia que passa, menos esperança eu tenho que mude!

Sabe aquele cheiro de urina que tem na Central do Brasil... aquilo ali não tem mais jeito... não vai acabar nunca, a não ser que acabem com tudo e construa tudo de novo.

A politica do Botafogo está assim! Para mudar só com muita gente nova entrando nos próximos anos!

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Re: A Eleição
MensagemEnviado: 20 Set 2011, 09:58 
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Tirado do site do MAISBOTAFOGO:

O Mais Botafogo lança oficialmente a candidatura do Presidente da Comissão Permanente do Conselho Deliberativo, Carlos Eduardo Pereira, à presidência do Botafogo de Futebol e Regatas nas eleições de 2011, para o triênio 2012/2014. A chapa, denominada Preta e Branca, terá como vice-presidente Anderson Simões.

Dentre os compromissos assumidos com os sócios alvinegros, estão a gestão do clube em parceria com os conselhos deliberativo e fiscal, valorização do quadro social, a caracterização do Estádio Olímpico João Havelange, reformulação do programa de sócio-torcedor, a busca pelo equilíbrio financeiro do clube e a revitalização das categorias adultas dos esportes olímpicos.

Carlos Eduardo Pereira é sócio benemérito do clube atuante na política alvinegra há mais de 30 anos, tendo ocupado a vice-presidência em 95, ano da conquista do segundo título brasileiro. Ele ocupou também a vice-presidência administrativa em duas ocasiões. Além disso, propôs para a criação da comissão responsável pelo retorno do clube a General Severiano, tendo feito parte dela.

Profissionalmente, Carlos Eduardo Pereira é formado em Administração com pós graduação em marketing. Ele trabalha com consultoria e gestão de shopping center e é presidente da ONG GAPA-MA com atuação em Petrópolis pela proteção dos animais e do meio ambiente.

Integrado por Grandes Beneméritos, Beneméritos, conselheiros e sócios atuantes no quadro do clube, o movimento Mais Botafogo foi criado com a função de discutir as práticas políticas do clube e, após participar em altos cargos na administração atual, lança sua própria chapa.

Compromissos e propostas:

Futebol
- Manter um plantel competitivo em nível nacional;
- Considerar o futebol de base como o futuro esportivo e como forma de recuperação econômico-financeira do Clube;
- Implantar a gestão centralizada de todas as categorias;
- Priorizar a construção de um Centro de Treinamento integrado (base e profissionais), com compromisso de investimento mínimo anual;
- Montar equipe de observadores técnicos para busca de novos valores;
- Reativar o Futsal, subordinando-o à VP de Futebol;
- Desenvolver parcerias para implantação de projetos para formação de jovens.

Esportes Olímpicos
- Revitalizar a estrutura dos esportes olímpicos;
- Estimular a participação de atletas amadores para que a reestruturação ocorra sem custos elevados;
- Participar em todas as categorias, inclusive adultos, pelo menos dos seguintes esportes: remo, basquete, vôlei, natação e polo aquático;
- Buscar a melhor utilização do Ginásio Oscar Zelaya, em General Severiano, e das demais sedes
- Buscar parcerias internacionais para intercâmbio de atletas

Estádio Olímpico João Havelange
- Reavaliar o contrato de concessão, identificando claramente os direitos e deveres do Clube
- Determinar o ponto de equilíbrio para operação e com isto definir sua capacidade de utilização, de geração de novas receitas e viabilidade econômica
- Trabalhar pela caracterização completa do estádio, com nossos símbolos e cores visíveis em todos os setores
- Implantar esquemas especiais de transporte em dias de jogos

Sócios e Torcedores
- Ampliar a base de sócios e suas receitas
- Aprimorar a oferta de lazer e serviços nas sedes
- Aprimorar os canais de comunicação com os sócios e torcedores, incrementando o “site” oficial, o uso das redes sociais e tornando a Ouvidoria um canal real de comunicação com o Botafogo
- Realizar uma revisão estatutária definindo claramente todos os seus pontos cuja interpretação é difícil ou polêmica
- Lançar uma campanha de resgate da memória social-esportiva do Clube, convidando sócios, torcedores e ex-atletas a compartilharem seus acervos pessoais
- Classificar e preservar o acervo histórico de fotos e documentos do Clube
- Trabalhar pela viabilização do Centro de Memória do Clube, nos moldes do Museu do Futebol de SP
- Implantar ou modernizar mecanismos que dinamizem as relações dos sócios com o Clube: transferências de títulos, de categorias sociais, planos familiares e outros
- Estudar a possibilidade de adoção de plano de milhagem e parcerias entre o Clube e outras empresas, que beneficiem o quadro social
- Criar as representações estaduais do Botafogo
- Dialogar com as torcidas organizadas
- Valorizar o nosso tetra campeonato (único time do Rio detentor deste título)

Governança Corporativa
- Respeitar sempre o Estatuto e os Poderes do Clube
- Implantar o Planejamento Estratégico com metas e indicadores de gestão
- Ter sempre os 3 últimos balanços financeiros e demonstrações de resultados auditados publicados no “site”
- Decidir de forma colegiada no âmbito do Conselho Diretor
- Ter gerentes profissionais subordinados aos Vice Presidentes, reduzindo-se a dependência dos dirigentes amadores em longos expedientes no Clube
- Trabalhar em sintonia com os Conselhos Fiscal e Deliberativo

Gestão Financeira
- Realizar “due dilligence” das contas para apurar, exatamente, o comprometimento das receitas do Clube e tudo que foi antecipado
- Apurar o endividamento global e traçar estratégias para sua redução
- Trabalhar com um orçamento real, tendo como meta reduzir o desequilíbrio acumulado
- Racionalizar os custos operacionais
- Implantar uma gestão financeira integrada, com controle por Centros de Custo, impedindo que se gaste mais do que se arrecada
- Trabalhar pelo aumento da receita em todas as áreas

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Re: A Eleição
MensagemEnviado: 20 Set 2011, 11:23 
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Ou seja, sendo parte integrante e presidente do Conselho Permanente do Conselho Deliberativo, quer dizer que é presidente de 60 membros titulados, de Grandes Beneméritos e Beneméritos, os que comandam de fato e de direito o clube.

Algumas perguntas:

1) O Sr. Carlos Eduardo Pereira, candidato do MAIS BOTAFOGO sendo parte interessada de um órgão poderoso e supremo – o Conselho Deliberativo e, fazendo parte disto tudo, por que já não fez, com o apoio dos 60 titulados, todas essas propostas de modificações que pretende em sua chapa aos presidentes executivos eleitos no clube durante todo esse período em que participa do CD?

2) Por que o MAIS BOTAFOGO, integrado por Grandes Beneméritos, Beneméritos, conselheiros e sócios atuantes no quadro do clube, já não teve uma influência mais positiva nessas propostas que constam da agenda do grupo?

3) Todos, candidato e MAISBOTAFOGO, têm interesse mesmo em cumprir as propostas relacionadas e apresentadas em chapa?

Afinal, sabemos que no papel cabe tudo.

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Re: A Eleição
MensagemEnviado: 20 Set 2011, 13:28 
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Ronaldo... só tem uma forma de descobrir isso.

Abraços

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Re: A Eleição
MensagemEnviado: 21 Set 2011, 11:36 
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Grds Irmãos , como já temos conversado por tel , isso parece Chapa fantasma , apenas p/ legitimar uma Pseudo democracia nas eleições, particularmente já nasce morta , inclusive por ser uma oposição de fachada , afinal o cara a 31 anos participa ativamente da Vida Politicado Clube , inclusive é membro do CD e nunca fez porra nenhuma , no minimo pecou por omissão e agora quer fazer algo ????
q me consta em nenhum momento vi esse senhor levantar a voz nesses 3 anos do Exmo , p/ interpelar sobre os desmandos em relaçao as finanças do Clube e seu endividademnto estratosferico .
então q me perdoem , é um Zero de Oposição .

Saudações

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Re: A Eleição
MensagemEnviado: 21 Set 2011, 11:52 
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Eros... talvez eu seja taxado de babaca, mas eu sou uma pessoa que acredito que enquanto temos vida, temos tempo para mudar nossa forma de agir.

Mas independente disso. Se a intenção do Mais Botafogo (e acredito que seja essa mesmo) for de simplesmente legitimar a democracia nas eleições. Eu penso que tinhamos uma grande oportunidade de aproveitar isso e implantar um "agente" nosso(Torcedor) lá dentro. Mas deixa o bicho quieto, isso é só um dos meu loucos pensamentos, rs!

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Re: A Eleição
MensagemEnviado: 24 Set 2011, 05:35 
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Depois da NOTA do MCR declarando seu apoio ao NININHO em troca de cadeiras, acho que o pouco de credibilidade desse grupo foi por água abaixo.
Me convenço cada vez mais, que Bebeto de Freitas era um guerreiro quase que solitário na sua luta na recuperação da dignidade do clube.
Agora começo a entender porquê o Ex Presidente não quis apoiar publicamente ninguém para a sua sucessão.
Colocar quem???

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Re: A Eleição
MensagemEnviado: 23 Out 2011, 13:43 
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Achei a entrevista abaixo e coloco aqui para melhor reflexão do que o candidato fala e posterior análise.

***

Candidato de oposição do Botafogo quer Engenhão caracterizado
Em entrevista exclusiva, Carlos Eduardo Pereira apresenta projetos e critica pontos da atual gestão
Renan Rodrigues, iG Rio de Janeiro | 20/10/2011 09:30

É no alto do 43º andar de um edifício de mais de 160 metros de altura, localizado no bairro de Botafogo, na zona Sul do Rio de Janeiro, que o empresário Carlos Eduardo Pereira tem uma vista privilegiada da Baia de Guanabara e da sede do Botafogo de Futebol e Regatas. Não bastasse a vista de General Severiano, a decoração do escritório faz questão de deixar claro ao visitante qual o time de coração do consultor na área de gestão de shoppings centers.

Único candidato de uma chapa de oposição que irá disputar a eleição com o atual presidente do Botafogo, Maurício Assumpção, Carlos Eduardo Pereira foi aliado e ajudou a eleger, três anos atrás, quem agora é seu adversário no pleito. Ironicamente, quer ser eleito mandatário do time carioca pela chapa 'Preta e Branca' para esvaziar os poderes presidenciais.

"Queremos mudar esse formato do poder exageradamente concentrado nas mãos do presidente. Não se concebe mais numa empresa moderna, que você tenha tanto poder nas mãos de uma única pessoa. Vamos compartilhar com outros órgãos colegiados e fiscalizadores", disse em uma entrevista exclusiva ao iG.

Entre as maiores críticas da atual gestão, estão a não construção de um centro de treinamento para o time profissional, a neutralização do estádio Engenhão e a estagnação na captação de sócios. Confira abaixo o que pensa e quais os projetos do homem que pretende assumir a presidência do time da Estrela Solitária nos próximos três anos.

iG: Quais os principais projetos da chapa 'Preta e Branca'?
Carlos Eduardo Pereira: A chapa tem uma ligação muito estreita com o próprio Maurício Assumpção, porque todo esse grupo que agora está disputando o pleito votou nele, evitou que ele levasse uma rasteira nas últimas eleições, quando um dos grupos que está ligado a ele agora (o grupo citado é o Movimento Carlito Rocha), fez uma renúncia coletiva a poucos momentos do registro da chapa. O 'Mais Botafogo' foi e completou o número de sócios para que ele pudesse concorrer. Queremos mudar esse formato do poder exageradamente concentrado nas mãos do presidente. Eu até brinco com os companheiros da chapa, que quero muito ser o presidente que vai esvaziar o poder presidencial. Não se concebe mais numa empresa moderna, que você tenha tanto poder nas mãos de uma única pessoa. Vamos compartilhar com outros órgãos colegiados e fiscalizadores.

A ideia é fortalecer o Conselho Deliberativo, Conselho Diretor, a Junta de Julgamentos e Recursos e o Conselho Fiscal, colocar esses órgãos para funcionar, e mais próximos da presidência. Buscar os princípios da governança corporativa: ter três balanços auditados, aprovados pelo Conselho Deliberativo, tudo colocado no site, orçamento em execução. Para que o botafoguense saiba o que está sendo realizado no ano, que a imprensa tenha acesso, para que se saiba quanto o clube tem em caixa para o próximo ano, quanto foi antecipado de receitas. Hoje pouca gente sabe e é esse perfil que queremos mudar.

Outra questão é a parte social. Nossos pais frequentavam o clube, existiam os bailes, um convívio social, um ambiente. O Salão Nobre de General Severiano, hoje, é só um salão de aluguel para festas e eventos. Quero que as piscinas funcionem muito bem, que a sauna esteja estruturada, que exista um espaço com mais atividades esportivas, tudo com qualidade, para que o sócio possa se sentir bem.

iG: E para o departamento de futebol, quais são as ações planejadas?
Carlos Eduardo Pereira: A ideia é centralizar o departamento de futebol. Todo comando será único, desde as categorias de base, até o profissional, para que exista continuidade. Nosso objetivo é iniciar o projeto de um centro de treinamento que seja do Botafogo, que atenda desde o profissional até as categorias de base, e estabelecer um valor do nosso orçamento para ser investido anualmente neste local. Um projeto independente de qualquer gestão. Um dos problemas no clube é a falta de continuidade administrativa, mas nossa visão é de manter o que está correto e consertar o que a gente acha que pode ser consertado.

iG: Como começou sua história política no Botafogo? Qual a ligação com o clube?
Carlos Eduardo Pereira: Sempre frequentei o clube desde pequeno. Entrei para a parte política do Botafogo no final dos anos 70, fazia parte do movimento Botafogo Força e Renovação. Ai foi o primeiro contato, quando conheci um pouco mais a vida política do clube. Participei de algumas eleições e depois, na gestão do então presidente Emil Pinheiro, participei do Conselho Deliberativo e tive a oportunidade de criar a comissão que conseguiu o retorno do Botafogo para General Severiano. Fui vice-presidente administrativo de Jorge Aurélio Domingues que assumiu após a renúncia de Emil, e também na gestão de Mauro Ney Palmeiro. Também fui vice-presidente geral na gestão do Carlos Augusto Montenegro, quando vencemos o Brasileirão de 1995. Depois disso, tive que me dedicar mais na parte profissional, só participando do Conselho Deliberativo. Hoje sou presidente da Comissão Permanente do Conselho Deliberativo, que o representa fora das reuniões.

iG: Segundo um estudo publicado pela empresa de consultoria BDO RCS, o Botafogo tinha a segunda maior dívida dos clubes brasileiros em 2010. Como diminuir esse rombo e manter um time competitivo?
Carlos Eduardo Pereira: A dívida cresceu muito nos últimos três anos e hoje em dia, o que nos falta é aquele perfil da transparência para que possamos entender os fatores que levaram essa dívida a crescer tanto. Temos que analisar a questão da dívida sobre em três frentes: a parte de impostos, onde temos alguma facilidade para negociar em prazo, não em valores. A parte trabalhista, que é mais preocupante, mas existe o acordo com o tribunal e, desde que fazemos aquele pagamento regular, estamos dentro da lei, e a parte de fornecedores e o próprio custo de manutenção do clube.

Hoje, os grandes clubes têm cinco grandes receitas importantes. Os sócios, onde a nossa participação, infelizmente é muito baixa. O patrocínio de camisas, que o Botafogo está mais ou menos situado nesse mercado, temos as cotas de televisão, onde o Brasil está correndo o risco de se tornar uma nova Espanha, o que é preocupante, e a negociação de atletas formados na base. É ai que o Botafogo praticamente não tem receita, pois não temos um CT, uma estrutura para formar jogadores. Não adianta termos um ou dois campos em Marechal Hermes, um em Caio Martins, um em General Severiano, um no Engenhão. Você não tem uma integração entre as categorias e não estimula a vinda dos garotos, pois ele tem que olhar e ver continuidade. O restante da dívida, não tenha dúvida que teremos que renegociar, e renegociar bem. Procurar criar um superavit no orçamento anual e poder chegar e negociar, pois com dinheiro na mão, é possível abater valores. Isso passa por um processo de gestão financeira responsável, para evitar que ela siga crescendo e que a gente possa começar a pagar.

iG: Quais os problemas apontados pela chapa nos últimos três anos de gestão?
Carlos Eduardo Pereira: A captação de novos sócios é um dos pontos que a atual gestão não deu uma resposta efetiva. Estamos com os mesmos dois mil sócios de sempre, os eternos dois mil sócios que sempre tivemos. E você vê nos sites, nos jornais, o número de sócios que o Internacional tem, por exemplo, de mais de 100 mil. Com isso, o clube tem uma receita social muito baixa. A ideia é procurar levar qualidade no contato para o sócio, fazer com que ele se sinta novamente em casa.

Outra coisa é a questão da falta de um CT, que isso, para mim, foi uma grande falha. Os jogadores que surgiram da base do Botafogo, todos vieram de outros clubes, tiveram o início em outros clubes. Chegaram em um determinado patamar dentro do Botafogo, mas não são frutos de um trabalho de origem, de longo prazo. Não existe a identidade do garoto com o clube. O centro de treinamento do Atlético-PR, por exemplo, possui uma estrutura de acesso, para o garoto poder ir treinar. Aqui não existe nada nem parecido com isso. O presidente viajou e foi ver até o do Real Madrid, Barcelona, acho que não precisava ir tão longe para ver como as coisas funcionam.

Por fim, vejo algumas mudanças necessárias no nosso marketing. Apesar de marcar uma presença grande nos eventos, realizar ações, a gente questiona um pouco a questão dos resultados que são alcançados. Fazem muitas festas e tudo, mas a que custo? Qual o custo disso e o que isso está produzindo para o Botafogo? Tudo isso tem que ser avaliado.

iG: Segundo dados do próprio Botafogo, o número de sócios torcedores subiu de 300, no começo de 2009, para 7,5 mil adimplentes em 2011. Mesmo assim é um dos pontos em que a chapa propõe mudanças. Por quê?
Carlos Eduardo Pereira: A gestão desse programa não é feita pelo Botafogo. Temos uma empresa terceirizada que faz essa gestão e você acaba tendo ele como um programa quase que paralelo ao quadro social do Botafogo. No nosso entendimento, é preciso ter um programa que faça com que as pessoas criem vínculos com o clube. Não queremos só uma pessoa que queira uma cadeira no estádio, que pode ser de qualquer clube, mas que participe também do dia a dia do Botafogo, que entenda, para que isso seja uma coisa de longo prazo. São sete mil pessoas que poderiam estar ligadas ao clube e não estão, tendo apenas os dois mil sócios de sempre no dia a dia, participando. Acho que essa duplicidade tem que ser eliminada, tem que existir uma integração dos programas.

iG: A contratação de alguns jogadores em 2011, foi feita com parceiros e fundos de investimento, o que se tornou comum no futebol atualmente. Esse modelo continuará sendo adotado?
Carlos Eduardo Pereira: Não descarto, mas vejo no ponto que já abordei, que é da transparência. Algum tempo atrás, um assunto submetido a nós, da comissão permanente, foi a ideia de um fundo de investimentos para a aquisição de jovens valores de fora, que iriam reforçar o Botafogo. Depois de um tempo, o Botafogo passou a vender seus jovens para o fundo de investimento, para levantar dinheiro e pagar suas dívidas, desvirtuando completamente o que havia sido proposto. Tudo que representa a possibilidade de agregar novos valores é muito importante e estamos abertos, desde que seja feito com transparência, que os conselhos analisem, que o Conselho Fiscal dê parecer positivo, que o departamento de futebol esteja de acordo, que o Conselho Deliberativo tenha ciência das operações. Sendo assim, acho que é possível. Queremos manter todos os canais de diálogos de investidores, para que o Botafogo transmita segurança de que eles poderão investir no clube, que terão tranquilidade, que os acordos serão respeitados dentro da transparência.

iG: A tentativa de expulsar o ex-presidente Bebeto de Freitas dividiu e enfraqueceu a oposição?
Carlos Eduardo Pereira: Não acredito, pois é uma questão técnica. O balanço da segunda gestão do ex-presidente foi apresentado ao Conselho Deliberativo, que o rejeitou e determinou que esse balanço, que veio com parecer contrário do Conselho Fiscal, fosse para a Junta de Julgamentos e Recursos. Lá eles levantaram todo o processo, que teve uma única manifestação do ex-presidente Bebeto de Freitas, mas nada material, que explicasse as inconsistências. A Junta procedeu e diante da ausência de argumentação de defesa, aplicou o que o regulamento disciplinar prevê. Nenhum poder do clube extrapolou sua posição. A gente esperava que o ex-presidente se apresentasse, procurasse trazer sua provas, seus argumentos, mas infelizmente ele se ausentou completamente. Apenas em duas ocasiões um advogado dele se apresentou apenas dizendo que era uma questão política, quando não é uma questão política, é somente técnica. Foi um trabalho muito sério do Conselho Fiscal, composto por pessoas da maior credibilidade. Não é uma questão de situação ou oposição. Ele foi um atleta extraordinário, uma pessoa que representou um período glorioso do vôlei do Botafogo e do Brasil. Assumiu o clube na segunda divisão, trouxe para a primeira com méritos, nada disso está em questão. A questão é objetiva. Um balanço com irregularidades que o Conselho Fiscal detectou e que não foi explicado, ponto.

iG: Como pretende agir no caso Jobson se for eleito? Acha que o clube deve dar mais uma chance para o jogador ou deve tentar negociá-lo?
Carlos Eduardo Pereira: Não conheço o Jobson, o que sei é de leitura. Do começo dele no Botafogo, os problemas, depois foi para o Atlético-MG e teve problemas, então foi para o Bahia e teve problemas e agora sofreu a extensão da suspensão dele. Precisamos ver as características do contrato dele, mas acho que pelo nível do atleta, que indiscutivelmente tem grandes qualidades, o Botafogo deve seguir com ele, não mandá-lo para fora, tentar o próprio clube entender os problemas e fazer com que ele reforce a equipe. É difícil encontrar um jogador com aquele talento. Se ele entender o potencial que tem, o que pode conseguir, sem dúvida alguma temos que tentar mais.

iG: A colocação de cadeiras vermelhas no estádio Engenhão se tornou uma polêmica entre os torcedores. Como gerar lucro com o estádio e manter as tradições do clube?
Carlos Eduardo Pereira: A atual gestão adotou um conceito de tentar vender o Engenhão para os patrocinadores, que é um conceito discutível, na questão do número de espectadores presentes, com os outros clubes jogando lá desde o fechamento do Maracanã. Com isso, conseguiram um patrocínio comum aos grandes clubes do Rio de Janeiro (a cervejaria Brahma), e que leva o estádio a uma neutralidade total. Pessoalmente, acho difícil entender que sua casa seja neutra. Se Corinthians e Santos forem jogar em São Paulo, e o São Paulo tiver uma partida contra o Palmeiras, vai jogar no Morumbi. Não existe discussão sobre qual a casa dele. O Botafogo não tem essa autonomia sobre o estádio, ele foi posicionado como uma coisa neutra e isso não agrada.

No episódio recente do show do Justin Bieber, o agrônomo que cuida do gramado disse que ele estava bom e que até poderíamos jogar lá, mas que o Botafogo não enfrentou o Bahia para preservar o campo para o Fla x Flu. Fomos jogar em São Januário, perdemos dois pontos importantíssimos, pagamos R$ 25 mil de aluguel ao Vasco, mas recebemos R$ 5 mil de Flamengo e Fluminense. Quer dizer, tem algo muito errado nessa conta. Na última rodada, o jogo entre Botafogo e Fluminense ainda gera uma dúvida sobre onde será a partida. Imagina só. Podemos estar decidindo o título brasileiro, será que não vamos jogar na nossa casa? Ou o Engenhão é nossa casa, a casa do Botafogo, ou é o estádio da prefeitura. Se é da prefeitura, ela ou os outros clubes que assumam os custos do Engenhão, que é alto e está na casa dos R$ 600 mil por mês. Se não, fica muito cômodo cobrar do Botafogo que não tenha apagão, que as catracas funcionem, e na hora do Botafogo apresentar sua marca, taxar como um estádio neutro.

Ainda vão lá e colocam nossas cadeiras pintadas de vermelho. A questão é de marketing também. A hora que você coloca nossa torcida, nossas bandeiras, sobre aquele fundo vermelho, o resultado é o pior possível para nossas tradições. É preciso mostrar para a empresa que está locando aquele espaço, que o produto final que ele está conseguindo é polêmico, não é o que nos interessa. Tanto que o Maurício Assumpção disse em uma entrevista que 'verde pode na nossa camisa, vermelho que seria um problemão' e depois, por outras razões, passou a aceitar. Se é o nosso estádio, tem que ter nossas cores, melhorar a publicidade de campo. Mas tem que ser no convencimento, não é chegar e falar para o patrocinador 'saia daqui'. Temos que dialogar no nível profissional, não clubístico, porque não é interessante para eles criar um problema com a torcida do Botafogo também. E o mais importante, temos que olhar o Engenhão como um negócio, se ele é um negócio, você tem que obter os resultados.

iG: A base da chapa 'Preta e Branca' é formada por vice-presidentes e diretores que participaram do primeiro ano da gestão do presidente Maurício Assumpção. O que aconteceu para que fosse formado um grupo antes ligado a atual gestão?
Carlos Eduardo Pereira: Acho que passa por aquele processo de isolamento do presidente. Estava presente na reunião em que ele declarou a vontade de se candidatar, demonstrou interesse e principalmente adesão aos compromissos, que não são muito diferentes de hoje. A chapa continua desejando as mesmas coisas. O que vimos, foi que com o tempo aconteceu um afastamento, ele foi se isolando, afastando esses colaboradores mais próximos. Em nenhum momento houve uma sinalização de que fosse algo transitório ou que tivesse uma mudança a caminho, pelo contrário, aconteceu um aprofundamento disso. Tanto que chegou o período eleitoral e ele optou por dialogar com os adversários lá de trás. Para nós foi uma surpresa muito grande, porque continuamos exatamente onde sempre estivemos. E hoje ele está com pessoas que foram contra ele na eleição passada, que na derrota de 6 a 0 para o Vasco, no Campeonato Carioca de 2010, fizeram criticas contundentes a ele e pediram sua saída. Esse personalismo é que definitivamente a gente quer colocar de lado. Sou candidato, mas já avisei que todos podem cobrar que esse negócio de 'minha cadeira, minha mesa, meu time, meu treinador' não tem mais sentido na vida de um clube de futebol.

iG: O desempenho do time no Campeonato Brasileiro irá influenciar na disputa eleitoral? Isso torna Maurício Assumpção favorito à reeleição?
Carlos Eduardo Pereira: Existem casos recentes de eleições que foram decididas contrariamente a um presidente que foi campeão. Não acho que é o caso, pois nosso quadro social é muito pequeno. Se ele fosse maior, se os sócios torcedores tivessem direito ao voto, talvez isso fizesse sentido. Hoje, o quadro social do Botafogo tem um perfil muito próprio, ele é sensível a estímulos próprios como a sobrevivência do clube, a questão orçamentária, o grau de endividamento, os serviços oferecidos aos sócios. Tudo isso vai influenciar, acho que está bem dissociada do futebol.

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Re: A Eleição
MensagemEnviado: 24 Out 2011, 12:30 
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RonaldoFdeSouza escreveu:

Único candidato de uma chapa de oposição que irá disputar a eleição com o atual presidente do Botafogo, Maurício Assumpção, Carlos Eduardo Pereira foi aliado e ajudou a eleger, três anos atrás, quem agora é seu adversário no pleito. Ironicamente, quer ser eleito mandatário do time carioca pela chapa 'Preta e Branca' para esvaziar os poderes presidenciais.

"Queremos mudar esse formato do poder exageradamente concentrado nas mãos do presidente. Não se concebe mais numa empresa moderna, que você tenha tanto poder nas mãos de uma única pessoa. Vamos compartilhar com outros órgãos colegiados e fiscalizadores", disse em uma entrevista exclusiva ao iG.



Como assim ‘esvaziar os poderes presidenciais’?

Assim, da forma como está nomeado, presidente do Corpo Permanente do Conselho Deliberativo, órgão máximo e soberano da instituição BFR, não precisaria sair a campo, digamos assim, para se candidatar a presidente de um órgão inferior hierarquicamente, o Conselho Diretor, para esvaziar os poderes presidenciais, até porque, somente o conselho constituinte, o Deliberativo tem esses poderes. Como poderia o presidente executivo, poder constituído, esvaziar a própria cadeira para a qual foi eleito?

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Re: A Eleição
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RonaldoFdeSouza escreveu:
Queremos mudar esse formato do poder exageradamente concentrado nas mãos do presidente. Eu até brinco com os companheiros da chapa, que quero muito ser o presidente que vai esvaziar o poder presidencial. Não se concebe mais numa empresa moderna, que você tenha tanto poder nas mãos de uma única pessoa. Vamos compartilhar com outros órgãos colegiados e fiscalizadores.

A ideia é fortalecer o Conselho Deliberativo, Conselho Diretor, a Junta de Julgamentos e Recursos e o Conselho Fiscal, colocar esses órgãos para funcionar, e mais próximos da presidência.


Mas esse não deveria ser o papel primordial do todo poderoso Conselho Deliberativo?

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Re: A Eleição
MensagemEnviado: 24 Out 2011, 12:42 
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RonaldoFdeSouza escreveu:
A ideia é centralizar o departamento de futebol. Todo comando será único, desde as categorias de base, até o profissional, para que exista continuidade. Nosso objetivo é iniciar o projeto de um centro de treinamento que seja do Botafogo, que atenda desde o profissional até as categorias de base, e estabelecer um valor do nosso orçamento para ser investido anualmente neste local. Um projeto independente de qualquer gestão. Um dos problemas no clube é a falta de continuidade administrativa, mas nossa visão é de manter o que está correto e consertar o que a gente acha que pode ser consertado.


O nininho está anunciando parceria com a prefeitura do Rio para a obtenção de R$10 milhões para aplicar no CT de Marechal Hermes. Isso em fins de mandato. Como o candidato fala em fazer tal modificação com o nininho fazendo tais acordos? E se o nininho concluir os acordos antes das eleições e não vencê-las? O candidato eleito vai cumprir os acordos do nininho e tocar para frente o CT de MH ou vai renunciar ao acordo buscando área própria? Mas, com quais recursos?

Outro detalhe que ninguém ainda falou, sobre Caio Martins. Para que MH seja entregue ao BFR, este tem de entregar Caio Martins. Mas quem quer Caio Martins? Parece que a prefeitura não quer o Estado não quer, ninguém quer assumir os compromissos mensais que existem. E aí? Sem resolver um não tem o outro.

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Re: A Eleição
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RonaldoFdeSouza escreveu:
A captação de novos sócios é um dos pontos que a atual gestão não deu uma resposta efetiva. Estamos com os mesmos dois mil sócios de sempre, os eternos dois mil sócios que sempre tivemos. E você vê nos sites, nos jornais, o número de sócios que o Internacional tem, por exemplo, de mais de 100 mil. Com isso, o clube tem uma receita social muito baixa. A ideia é procurar levar qualidade no contato para o sócio, fazer com que ele se sinta novamente em casa.



E por que não criaram e lançaram o Sócio Torcedor com direito a Votar?

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Re: A Eleição
MensagemEnviado: 24 Out 2011, 12:52 
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RonaldoFdeSouza escreveu:
O centro de treinamento do Atlético-PR, por exemplo, possui uma estrutura de acesso, para o garoto poder ir treinar. Aqui não existe nada nem parecido com isso. O presidente viajou e foi ver até o do Real Madrid, Barcelona, acho que não precisava ir tão longe para ver como as coisas funcionam.



E por que não vetaram as contas para a tal viagem? Afinal, o que faz o Conselho Deliberativo?

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