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QUESTÃO DE ORDEM

Publicado em 20/06/2012, 19:25 por Luiz Sergio Cunha

Há no Brasil um procedimento por parte de nossos clubes para com os seus técnicos de generalização de um privilégio que só o técnico de nossa seleção deveria possuir.

Eu me refiro ao fato de ao invés desses profissionais, tão bem remunerados, moldarem seus sistemas táticos com as características que o elenco lhes disponibilizam, preferem impor um sistema que lhes pareça o ideal e exigem dos clubes contratações que atendam as eventuais carências e o que se segue, são um inflacionamento do mercado e salários altos, alem de muitas apostas, na maioria das vezes mal sucedidas.

O único técnico, pelo universo que tem e a disponibilidade de lançar mão de quem quer que seja, sem necessidade de o contratar, no momento é o Mano Menezes.

Um técnico de verdade, tem que ter essa percepção, essa sensibilidade e dessa forma estabelecer uma dinâmica de jogo sui generis e específica, pois com um grupo de limões, nada se pode fazer além de limonada, mas que seja uma bem feita, daquela do tipo suiço que ao terminar deixa um gosto de quero mais.

Nosso Oswaldo, de quem gosto da postura, tanto emocional como racional, face a utilização que faz da tecnologia em seus treinamentos, tambem é um desses que impõem sistema predileto.

No seu caso e menos mal, se voltou para uma linha de 4 zagueiros, com doi volantes de contenção, uma meia de ligação, dois segundos atacantes e um centro-avante, o 42121, que vem a ser um 433 fracionado, que nos leva a nossa escola de futebol.

Dentro dessa dinâmica, algumas particularidades são imperativas e entre elas a movimentação constante e veloz do centro-avante, em sincronismo com os dois segundos atacantes, coisa que o nosso velho loco abreu não possui mais condições de fazer, se é que algum dia teve essa capacitação, pois é um jogador que só funciona com o time jogando em função dele, modalidade impraticável no futebol moderno, pois sua anulação, através de uma dupla de zagueiros alta e robusta e com muito mais vigor é uma tarefa simples e fácil.

Dessa forma, o uruguaio perdeu espaço e nem o inquestionável carisma que o levou a ser ídolo da maioria de nossa torcida, não evitou a sua suplência.

Como seu objetivo é disputar a próxima copa do mundo, mesmo sendo reserva e possivelmente sem jogar nenhuma partida, quer fazer parte do grupo, pois a possibilidade do uruguai vir a ser novamente campeão não é hoje uma utopia, mesmo porque a história nos mostra que tem tendência a ser repetitiva.

Vendo com os olhos oswaldianos, em que pese a necessidade de contratações pontuais para atender a demanda desse 42121, mais precisamente um zagueiro xerifão, um verdadeiro meia de ligação, ou de criação, como queiram e um centro-avante, com grande movimentação e velocidade, penso que com o devido suprimento, o time irá funcionar e com grande possibilidade de alcançar coisa muito boa, talvez até ótima.

Por uma questão de justiça, tenho que ver a situação com os olhos abreunianos e me parece justo que nesse contexto, o melhor encaminhamento em direção ao seu objetivo, seja a sua saída do Botafogo, onde se permanecer, ficará ferretiando a espera de entrar em campo com 30 minutos do segundo tempo, com o jogo definido, ou numa daquelas furadas de através de uma jogada aérea, modificar a circunstância do momento de jogo.

Nesse conflito de interesses, a opção da diretoria, que tambem seria a minha, é de sairmos dessa pasmaceira que nos coloca como participante e não como candidato de fato ao campeonato.

Claro que houve investimentos no loco e o clube não pode ser prejudicado financeiramente e embora possa parecer que o mercado seja estreito para ele, há algumas opções interessantes, como os times mineiros, o palmeiras, o próprio corinthians e até mesmo os dois sulistas, principalmente o grêmio.

Na esfera do rio, os candidatos seriam o vasco e o flamengo e penso que para o vasco seria uma saída normal e pacífica, mas para o flamengo seria tão desgastante, que não lhe faria bem.

abraços,

LSCUNHA

Comentarios

  1. Postado por RonaldoFdeSouza em 24/06/2012, 10:02

    Franco,

    Concordo com o seu comentário e, assim como o Cunha, também sou adepto do 4-3-3 ofensivo.

    Reafirmo o que disse antes sobre o Seedorf. Não vejo nele carisma para a liderança, muito menos futebol suficiente para mudar o quadro pessimista no qual o clube se meteu. Acho que é um dinheiro alto jogado fora. Mas entendo que a jogada da diretoria é o retorno em imagem que o cara provavelmente vai trazer em possíveis e melhores patrocínios para o clube? Opsss! Para o clube?

    Pode até melhorar o patrocínio do time e eu acho que essa é a finalidade, pois, como é um nome internacional, tem uma Ong, tem mulher brasileira, quer desenvolver projeto social pode chamar a atenção da imprensa e por aí vai. Outros interesses vãos por trás de tudo isso.

    Mas melhorar o time em relação a títulos não acredito porque não vejo esse Seedorf com futebol suficiente e muito menos carisma para tal.

    É sempre bom lembrar que uma das ferramentas que qualquer estrategista utiliza é o logro.

    Descartar o Herrera, para mim, nosso melhor jogador em termos profissionais, foi um erro. O Loco é uma opção da diretoria, não vou questionar, mas é preciso um jogador de área, carismático, vencedor, com disposição. É preciso um zagueiro xerife e também um armador inteligente e com futebol para trazer a responsabilidade para si e comandar o time.

    Agora, desfazer de metade do time no meio do campeonato? Mais uma vez, onde está o planejamento? Mais um triênio em que o clube vai ser mero coadjuvante, ou seja, doze (12) anos sem um título de expressão. E as dívidas?

    Como crescer uma torcida dessa forma?

    Diante disso volto com a minha teoria de que o clube é somente um trampolim social para outros fins!

    Abraços,

  2. Postado por Jose Franco em 20/06/2012, 22:48

    Cunha, no final do ano passado discutimos como seria a maneira de atuar do OO. Eu havia dito que ele gostava de esquema pré-moldado e o Sérgio disse que eu estava equivocado.

    Ja vi esse filme no inicio da década passada e não terminou bem. O técnico foi embora e as barangas ficaram no Botafogo.

    No caso do OO não vejo assim. Mas fica nítido a necessidade de contratar jogadores que se adaptem ao que o OO almeja.

    Não há como afirmar se houve esse pedido ou não, mas fica claro que quando do aceite do Osvaldo, ele deveria ter informado a diretoria o seu padrão de jogo e assim alguns contratos não teriam sido renovados.

    Na realidade não contesto o Osvaldo, pois ele trabalha dessa forma e a diretoria deveria saber disso. Mas é uma situação delicada não só com o Abreu, mas também com o Maicossuel.

    O Abreu se tornou um ídolo para a maioria dos torcedores e responsável pela renovação da base da nossa torcida. A saída dele significa no mínimo a falta de ídolo e liderança. Gosto do jogo do Seedorf, mas tenho minhas dúvidas se suprirá a carência da torcida em relação ao ídolo.

    Sinceramente acredito que o Abreu deveria ir jogar fora do Brasil, mas se vier a jogar em um rival nosso, paciência.

    SB

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